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Secretário de Saúde nega superlotação na rede estadual e critica uso de fake news no debate político

O secretário de Estado da Saúde da Paraíba, Ari Reis, rebateu críticas à estrutura da rede hospitalar estadual e afirmou que não há superlotação nas unidades administradas pelo Governo do Estado. Em entrevista ao Sistema Arapuan, o gestor lançou um desafio a secretários municipais, gestores e lideranças políticas para que comprovem eventuais problemas de excesso de pacientes nos hospitais estaduais.

“Eu desafio qualquer político, qualquer secretário ou gestor a comprovar que nós temos uma superlotação hospitalar. Nós não temos pacientes em corredores, em leitos e em macas pelos corredores dos nossos hospitais”, declarou.

Ao defender o sistema estadual de saúde, Ari Reis destacou a estrutura disponível para atendimento à população. Segundo ele, a rede conta com 42 unidades hospitalares, 22 hospitais regionais, duas aeronaves para transporte de pacientes, 62 ambulâncias e cerca de 26 mil servidores.

O secretário também ressaltou o volume de atendimentos realizados diariamente pela Central Estadual de Regulação. De acordo com ele, aproximadamente 600 regulações de urgência são realizadas todos os dias, garantindo o encaminhamento de pacientes para atendimento especializado em diferentes regiões do estado.

“Nós temos 600 regulações por dia na Central Estadual de Regulação apenas de urgência. São centenas de famílias atendidas diariamente por meio das nossas ambulâncias e aeronaves em busca de assistência médica”, afirmou.

Durante a entrevista, Ari Reis citou ainda programas estaduais de saúde como exemplos dos avanços alcançados pela gestão. Entre eles, destacou a Opera Paraíba, que já realizou centenas de milhares de procedimentos, e o programa Coração Paraibano, voltado para o atendimento especializado em cardiologia.

O secretário argumentou que os resultados obtidos pela rede estadual são reconhecidos pela própria população e criticou o que classificou como discursos políticos sem respaldo em dados concretos.

“Não adianta construir um discurso político baseado em fantasia ou fake news em cima da saúde. O discurso de que a saúde da Paraíba avançou não é do secretário nem do governador. É da população que utiliza os serviços todos os dias”, disse.

Ari Reis também defendeu que as críticas à saúde pública sejam acompanhadas de avaliações sobre a gestão realizada por aqueles que ocuparam cargos no Executivo em outros momentos. Segundo ele, o debate deve ser baseado em resultados e evidências, e não apenas em posicionamentos políticos.

PB Agora

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