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Risco de colapso: açude em Boqueirão atinge pior média nos últimos 10 anos

Açude Epitácio Pessoa em Boqueirão atinge pior média nos últimos 10 anos; risco de colapso aumenta

A situação é dramática e preocupa mais de 1 milhão de paraibanos que dependem do açude Epitácio Pessoa , em Boqueirão, para sobreviver. O açude responsável pelo abastecimento hídrico de Campina Grande e de mais 18 municípios, continua agonizando e chega ao volume mais baixo nos últimos 10 anos, segundo última aferição da Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA).

Na ultima aferição realizada nesta quarta-feira (14) o manancial atingiu a carga de 61.492.338 milhões de metros cúbicos de água acumulada, o que corresponde apenas 14,9% da sua capacidade que é de 411.686.287 milhões de metros cúbicos. É a pior média dos últimos 10 anos, e o risco de colapso no sistema de abastecimento não está descartado. Por conta da queda no volume de água de Boqueirão, a Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (CAGEPA), já decidiu ampliar o racionamento em Campina Grande.

O pior nível de armazenado de água registrado no Açude Boqueirão foi no ano de 1999, quando o Estado vivenciou uma de suas maiores secas e o manancial chegou aos 14% de capacidade. Construído pelo o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS) há mais de 50 anos, o reservatório é gerido pela Agência Nacional das Águas (ANA) e (Dnocs) no âmbito do governo federal, e pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) e Cagepa, no governo estadual.

O reflexo da seca pode ser vista no açude que continua perdendo um centímetro de água todos os dias devido o consumo e a evaporação. Alguns locais antes cobertos por água, se transformaram em ilhas. A vegetação seca, o solo duro, também revelam os efeitos da longa estiagem.

Caso não chova nas cabeceiras dos rios Taperoá e Paraíba, o açude de Boqueirão deve atingir o volume morto na segunda quinzena de dezembro de 2015, de acordo com a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). O manancial deverá chegar aos 10% neste prazo, que significa o volume morto

 

Severino Lopes

 

PBAgora

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