Por pbagora.com.br

A renda renascença encerrou a edição de 25 anos da “São Paulo Fashion Week”, neste domingo (8), resultado de uma parceria entre o Governo do Estado e o estilista Ronaldo Fraga, como parte da política de valorização da tipologia símbolo do Cariri paraibano.

Os ornamentos de renda renascença ganharam vida em modelos em 3D, com o rosto da homenageada, a estilista Zuzu Angel. A coleção “Zuzu Vive”, além da renda renascença, teve ainda bordados em linho, resultado de um projeto social desenvolvido pelo estilista em Minas Gerais.

A gestora do Programa do Artesanato da Paraíba (PAP), Marielza Rodriguez, destacou a participação da Paraíba no encerramento da “São Paulo Fashion Week”. “É um momento que vem não apenas coroar todo um processo, mas nos dizer que foi um de muitos que virão. O filme de Ronaldo Fraga mostra que artesanato, que moda, vão muito além de geração de emprego e renda. É cultura, é a reafirmação de nossa identidade”, disse.

Em novembro do ano passado e em outubro deste ano, Ronaldo Fraga esteve no Cariri paraibano dando consultoria às rendeiras, em parceria com o Governo do Estado, Sebrae e prefeituras municipais. O projeto resultou na coleção #SomosTodosParaíba, que integrou neste domingo a apresentação da coleção “Zuzu Vive”.

A estilista foi pioneira no uso do artesanato em um desfile de protesto pela morte do filho, Stuart Angel, transformado em desaparecido político. No filme de encerramento da “São Paulo Fashion Week”, Ronaldo Fraga conversa com a estilista e fala do momento atual – um dos momentos mais emocionantes. “Queria ter boas notícias. Estamos no mesmo ano que você viveu”, disse. “Como costureira, usou o ofício para sustentar sua família e educar seus três filhos. Como estilista, aliás denominação que refutava – sim, ela preferia ser chamada de costureira! – ela desafiou o mainstream, rompendo com os padrões de moda europeus ao usar signos brasileiros em suas criações”, prosseguiu Ronaldo no filme.

Renascença – Mais de 4 mil artesãos trabalham com a renda renascença na região do Cariri do Estado – nos municípios de Monteiro, São João do Tigre, São Sebastião de Umbuzeiro, Camalaú e Zabelê.

Uma das principais recomendações dos artesãos eram as dificuldades de comercialização. Foi neste momento que entraram os incentivos do Governo do Estado, tendo como eixos principais a qualificação e a divulgação da renda renascença.

PB Agora

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