O reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Júnior, reagiu com indignação, a denuncias surgidas nas redes sociais dando conta de que a comunidade acadêmica da instituição estaria coagindo alunos a partir de preferências políticas. Por conta dessas denúncias, a Justiça Eleitoral foi acionado, e apreendeu uma faixa na Central de Integração Acadêmica, no Câmpus de Bodocongó.
Em entrevista a Rádio Campina FM, Rangel Junior disse que considerava estranho a manifestação de algumas pessoas, em atacarem a universidade, por uma suposta prática de coerção por parte de membros da comunidade universitária.
– Geralmente, em quase 100% das situações, partem de setores por serem minoritários na Universidade, e minoritários na sociedade, do ponto de vista de terem pessoas que lhes seguem em termos de opinião, e que não conhecem o ambiente universitário, levando esse tipo de questão – explanou.
No entendimento do reitor essas denúncias não passam de “fofocas”, pois se fossem verdade tais fatos seriam relatados com os nomes das pessoas envolvidas e com testemunhas.
– Ninguém tem o direito de constranger outra pessoa em relação a sua escolha política eleitoral, ideológica, de orientação sexual, pela sua condição social, pela sua cor, pela sua religião. O que temos visto no Brasil é um conjunto de manifestações dessa natureza, contra minorias sociais, não quantitativas, e é nesse sentido que eu tenho orientado as pessoas, havendo qualquer tipo de manifestação, que procuram a ouvidoria da Universidade, seja para denunciar formalmente, ou até anonimamente, mas comprovado textualmente onde aconteceu, como aconteceu, e as pessoas envolvidas no fato. Fora isso, é fofoca – salientou.
Em relação a “batida” da Justiça Eleitoral, durante uma exibição de filme em uma sala de aula da UEPB., o reitor também reagiu perplexo. Ele disse que a ação foi estranha, e abusiva que fere frontalmente os princípios da democracia.
– Me causa profunda estranheza que um grupo de fiscais do Tribunal Eleitoral adentrem a uma sala de aula onde está acontecendo uma atividade acadêmica e interrompam para registrar o nome da professora, o título do filme que estava sendo exibido, o nome da disciplina que estava sendo ministrada. Isso é um absurdo, uma coisa surreal. Me parece que há um exercício de pessoas saudosas de um tempo tenebroso da história brasileira – reprovou.
Ontem a Administração Central da Universidade Estadual da Paraíba emitiu nota, para rechaçar o que classificou de patrulhamento ideológico e político dentro da instituição. Segundo o Reitor, Rangel Júnior, a instituição tem autonomia didático-pedagógica consagrada pela Constituição Federal, podendo seus docentes abordarem variados temas para serem discutidos em sala de aula, como objeto da formação acadêmica.
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