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Quintal Produtivo cria espaço de sustentabilidade na UEPB e aproxima comunidade da agricultura familiar

Aquecimento global, mudanças climáticas, preservação dos recursos naturais, consciência ambiental, e políticas de sustentabilidade. Com o fim da COP 30, realizada em Belém (PA), e com acordos ainda em discussão, o mundo acompanhou os debates voltados para o futuro do planeta. Na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), antes mesmo da conferência do clima, diversas iniciativas incentivam ações que tornam o ser humano e a natureza protagonistas do meio ambiente.

O Quintal Produtivo, desenvolvido no Câmpus I, é um exemplo de um projeto bem-sucedido na área ambiental, desde o seu surgimento, e tem criado um espaço que é modelo de agroecologia e ainda recebe escolas e agricultores(as) que acompanham a implantação de espaços sustentáveis em comunidades. Essa possibilidade cria um ambiente harmônico entre a comunidade universitária e visitantes, apresentando técnicas simples de sustentabilidade, a exemplo de hortas medicinais, viveiros de mudas, casa de sementes, além de uma área de compostagem.

A iniciativa é do Laboratório de Ecologia Vegetal Integrativa (LEVIN), coordenado pelo professor e pesquisador Sérgio de Faria Lopes, do Departamento de Biologia, no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), no Câmpus I. O foco do projeto, conforme explicou o professor, é a promoção e o fortalecimento da agroecologia no âmbito da UEPB.

Ainda em fase de construção, o Quintal Produtivo já conta com equipamentos que permitem a realização de atividades voltadas para a sustentabilidade, a exemplo de uma praça de convivência na entrada e um viveiro de espécie frutíferas, este em fase de montagem. Ao lado do viveiro, será criado uma área de compostagem. A área de convivência instalada em meio às árvores, folhas e calçamentos, já virou atrativo no CCBS, tendo sido construída pela Pró-reitoria de Infraestrutura (PROINFRA).

O espaço já conta com um anfiteatro ao céu aberto que comporta 25 pessoas, além de um lago e uma mandala de ervas medicinais, um roçado agroecológico, jardim e plantações de hortaliças para cultivo de alface, coentro, beterraba, cebola. No momento, o Quintal Produtivo da UEPB tem mais de 50 espécies plantadas em sua extensão.

O professor Sérgio de Faria disse que teve ideia de criar o projeto quando ingressou no Programa de Pós-graduação em Ciências Agrárias, visando fomentar os quintais produtivos que são unidades próximas de residências que cultivam uma série de espécies como hortaliças, ervas medicinais e plantas frutíferas e da caatinga, além de criar pequenos animais e desenvolver tecnologias sociais como compostagens, além de criação de abelhas sem ferrão.

A ideia, conforme explicou o professor Sérgio, foi montar uma vitrine dentro do Câmpus I que favorecesse um diálogo entre os(as) agricultores(as), estudantes e docentes dos cursos de Biologia, Agroecologia, Agronomia, Engenharia Ambiental entre outros, debatendo temas como sustentabilidade, agroecologia, educação ambiental, envolvendo associações de agricultores familiares. Com esse foco, o projeto surgiu com a proposta de ofertar palestras, oficinas e capacitações, além de receber visitas de escolas da rede pública, sempre incentivando o homem e a mulher do campo a adotar ações de sustentabilidade.

O professor Sérgio explicou que a ideia do quintal é que o espaço se torne um lugar pedagógico, possibilitando que os(as) visitantes entendam a importância dos diferentes tipos de tecnologia social que podem ser implementada em seus quintais. “Projetos como o Quintal Produtivo são fundamentais porque fazem a ponte entre as pessoas diretamente afetadas pelas mudanças climáticas e a Universidade. A ciência precisa ouvir e aprender com quem vive essas transformações no cotidiano. Todo esse cenário de tecnologia social é proposto para um diálogo maior com a sustentabilidade”, afirmou.

Para o professor Sérgio, entender a relação entre ensino, pesquisa e extensão é essencial para acelerar novos conhecimentos, novas metodologias, novas resoluções de problemas. Entre o verde da ecologia e o pensamento inquieto da filosofia, ele propôs construir uma trajetória que desafia fronteiras disciplinares. A etnobotânica, incorporada às pesquisas no Laboratório de Ecologia Vegetal Integrativa revela saberes tradicionais e práticas sustentáveis. “Buscamos entender como as comunidades tradicionais obtêm conhecimento sobre plantas medicinais, forrageiras, de manejo e uso sazonal. Esses saberes são fundamentais para a convivência com o semiárido”, acrescentou o docente.

A exemplo dos demais Quintais Produtivos, o espaço criado no Câmpus I é voltado para a promoção da segurança alimentar, nutricional e da autonomia econômica das comunidades rurais. Ele mostra como o uso de tecnologias sociais, associadas aos conhecimentos científicos podem impactar na agricultura familiar, gerando sustentabilidade, melhoria na qualidade de vida, e mudanças de realidades.

Texto: Severino Lopes

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