Já são centenas os mandados de segurança impetrados contra o Governo do Estado, por advogados de toda a região da Paraíba, em favor de servidores pro-tempore que vêm sendo sistematicamente dispensados de escolas e hospitais, principalmente. “A justiça ainda é um recurso contra esse tipo de arbitrarieade, que não usa critérios e desrespeita milhares de pais de famílias”, avalia o deputado Zenóbio Toscano (PSDB).
Zenóbio Toscano é um dos deputados que está dando apoio, por exemplo, à luta de dezenas de servidores temporários dispensados na região de Guarabira. Em sessão da última terça-feira, denunciou também que o processo de demissão em massa de pro-tempore está causando um grave problema sociail em municípios como Cacimba de Dentro e Sousa.
No caso de Sousa, o deputado LIndolfo PIres (DEM) foi o primeiro a denunciar, na presença de secretários de Estado, na semana passada, na Assembléia, o processo de demissões sistemáticas em órgãos estaduais do município. Foi contestado, principalmente por Sales Gaudêncio, da Educação. Segundo Pires, no mesmo momento da reunião na Assembléia, o diretor do Hospital Regional de Sousa dava início à “degola” dos pro-tempore – muitos com mais de 10 anos de serviços prestados e até mulheres gestantes.
O advogado Jonhson Abrantes já está atuando também com o ingresso de dezenas de mandados de segurança em Sousa e região para assegurar que não haja perseguição do nível mais mesquinho. “Em muitos casos, diretoras de escolas estão fechando as portas das unidades para que os servidores não tenham acesso a seus locais de trabalho”, denuncia Abrantes, que assegura ser uma prática bastante comum no interior, nesses últimos dias.
A tese do advogado de Sousa ganha respaldo com o próprio depoimento do colega Vital Costa, que vem atuando há mais de uma semana em favor de dezenas de pro-tempores de Cacimba de Dentro. “É um absurdo o que estão fazendo: criam essa situação de não permitir o acesso ao local de trabalho para que se configure abandono de emprego e, após processo administrativo, o pequeno servidor não ter como se se defender”. Até a última quinta-feira, Vital já tinha ingressado com mais de 70 mandados contra o Estado.
Para o deputado João Henrique (DEM), a situação é realmente grave no interior. Em Monteiro, onde ele tem atuação política, a diretora Maria José, do Hospital Regional, segundo ele, fez cenas reprováveis de humilhação pública contra servidores pro-tempore. Ela chegou a passear nos corredores do hospital com um balde na mão. “Isso aqui é pra conter as lágrimas de vocês”, teria dito ela, de acordo com o parlamentar.
PB Agora
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