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“Prostitutas” defendem legalização da profissão; Eliza rebate e quer que governo barre proposta

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Um embate de idéias e pontos de vista divergentes. Esse foi o teor da sessão especial, alusivo ao dia das prostitutas, realizada na tarde desta segunda-feira (08), no plenário da Câmara Municipal de João Pessoa.

Presente na sessão especial proposta pela vereadora Sandra Marrocos (PSB), a presidente da Associação das Prostitutas do Estado do Pará, Lourdes Barreto defendeu a legalização da prostituição na Paraíba e em todo o território brasileiro.

De acordo com Lourdes Barreto, a legalização da profissão possibilitaria um melhor mapeamento das aéreas em que a função pudesse ser exercida, sem que crianças e adolescentes fossem influenciados.

“Assim como em outros países, nós também gostaríamos que a profissão fosse legalizada na Paraíba como também em todo o território nacional, isso garantiria nossos direitos ao mesmo tempo em que lutaríamos pelos direitos da criança”, ressaltou.

Para a Lourdes, que também é a representante da Rede Internacional de Trabalhadoras Prostitutas no Brasil, a profissional do sexo é uma educadora sexual, e com tal deve ser respeitada como trabalhadora.

Lourdes x Eliza

Rebatendo o ponto de vista da profissional, a vereadora Eliza Virginia (PPS) ocupou a tribuna, justamente para defender o contrário, ou seja, o fim da prostituição.

Segundo a parlamentar, a mulher não foi criada para se tornar um objeto para ser usado e, no momento em que o governo optar por legalizar a profissão, estará também se isentando das responsabilidades de investimentos em empregos “descentes”.

“Nós devemos justamente lutar pelo contrário, temos que lutar para barrar a prostituição”, ratificou.

Para Eliza, caso o governo apóie tal medida, estará ao mesmo tempo indicando dependência da indústria sexual. “Temos que lutar por políticas públicas para mulher e não pela legalização da prostituição”, rebateu.

Tréplica

Visivelmente chateada, a presidente da Associação, Lourdes Barreto, repudiou a atitude da parlamentar, a qual classificou de “preconceito”.

“É inadmissível que depois de tantos anos o preconceito ainda exista em uma sociedade ta falsa e moralista, a profissão existe há anos e não irá acabar então o melhor seria aceita-la e não recrimina-la”, desabafou.

A sessão desta segunda-feira foi proposta pela vereadora Sandra Marrocos (PSB) com o objetivo de debater as políticas públicas de saúde para a profissional do sexo. Conforme a autora, a sessão não faz apologia a legalização da prostituição.
 

PB Agora

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