O projeto de ostricultura que existe por meio da parceria entre o Sebrae Paraíba e Sebrae Rio Grande do Norte será ampliado com a chegada de um novo parceiro: a Fundação Banco do Brasil. A perspectiva é angariar em torno de R$ 1 milhão em recursos para a construção de um depurador, um equipamento que depura e retira as impurezas das ostras antes de levá-las ao mercado, além de promover cursos e capacitações aos produtores de ostras ligados ao projeto desenvolvido pelas duas unidades.
Cada agência terá sua contrapartida, assim como a Fundação Banco do Brasil que, durante reunião ocorrida esta semana com representantes do Sebrae da Paraíba e do Rio Grande do Norte, conheceu o projeto desenvolvido na divisa entre os estados. De acordo com o analista do Sebrae Paraíba, Jucieux Palmeira, o depurador deverá realizar a limpeza adequada de cerca de 100 mil ostras por mês, já que o laboratório produz, por ano, em torno de 1,2 milhão de sementes de ostras.
Antes, a depuração era realizada manualmente, por meio de aquários, tanto pelos produtores como pelos atravessadores. Com o depurador, o processo de limpeza das ostras vai beneficiar todos os 120 produtores ligados ao projeto. Além disso, estima-se que cada produtor terá aumento de ganhos, uma renda mensal entre R$ 1,5 mil e R$ 1,8 mil após a construção do equipamento.
“Assim, as ostras poderão, após a depuração, ser diretamente encaminhadas ao mercado com a segurança alimentar exigida pelas normas. A ostra retirada do mangue e imediatamente consumida não é a forma correta, pois corre-se o risco de intoxicação alimentar. O processo de depuração é realizado com grandes tanques com águas que vão filtrar as impurezas das ostras”, explicou o analista do Sebrae Paraíba.
Outra preocupação é que os produtores de cooperativas e associações não retirem as ostras dos mangues para não prejudicar a flora do local. “O laboratório de sementes e os ostruários já existem, então, o impacto social vai ser ainda maior com a construção do depurador e a realização dos cursos e capacitações. No Rio Grande do Norte, 80 famílias serão beneficiadas e, aqui na Paraíba, 40”, afirmou o analista.
Ainda, de acordo com Palmeira, o pré-projeto está em fase de conclusão para ser enviado à sede da Fundação do Banco do Brasil, que fica em Brasília. “Queremos concluir o projeto até a próxima semana para enviar até o dia 17 deste mês. Estamos com o projeto já 60% aprovado, mas ainda não temos perspectiva de chegada dos recursos. Esperamos que no começo do primeiro semestre do próximo ano já tenham chegado as primeiras parcelas para começar as ações ligadas à tecnologia, mercado e capacitações. Assim, vamos fortalecer a cadeia produtiva das ostras cada vez mais”, comentou.
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