Mais de 10 toneladas de peixes mortos. O caso já está sendo considerado como um crime ambiental. Água podre, esgoto clandestino jorrando e milhares de peixes morrendo e um cheiro insuportável. O Açude Velho em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, agoniza. Nos últimos dias, milhares de peixes morreram no reservatório. As pessoas que transitam pelo açude não suportam o mau cheiro.
Diante do problema, a Prefeitura de Campina Grande, Agreste da Paraíba, avalia como oxigenar a água do Açude Velho, cartão-postal da cidade, após a morte de peixes no local e a retirada de quase 10 toneladas do material orgânico.
Conforme o secretário da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), inicialmente foi retirado 5 toneladas de peixes mortos e, na noite desta segunda-feira (12), o número subiu para quase 10 toneladas retiradas durante a operação.
A finalização do projeto de requalificação do cartão-postal deve acontecer acontecer até o fim do primeiro semestre de 2026 e uma licitação deve ser feita para isso. As informações foram confirmadas pela Sesuma.
De acordo com a Sesuma, as ações emergenciais no primeiro momento são a limpeza do Açude Velho, com a retirada do material biológico, e a avaliação para instalar aeradores, que são equipamentos que oxigenizam a água.
Uma reunião foi feita nesta segunda-feira (12), com diversos órgãos, como Secretaria de Obras (Secob) e Secretaria de Planejamento (Seplan), para alinhar as estratégias de combate ao problema no Açude Velho. Polícia Civil e Ministério Público da Paraíba (MPPB) investigam o caso.

Além da limpeza e da avaliação sobre a instalação dos equipamentos, também foi confirmado pelos órgãos envolvidos na reunião que existe a expectativa para o lançamento de uma licitação para a requalificação do Açude Velho, até o final do primeiro semestre de 2026.
De acordo com o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) de Campina Grande, Dorgival Vilar, quase 10 toneladas de peixes mortos já foram retirados do açude. A operação para limpeza do local conta com mais de 60 homens e acontece desde o domingo (11).
A aparição de peixes mortos no Açude Velho é um problema frequente, decorrente, segundo especialistas, de um processo de junção de fósforo e nitrogênio que sufoca os animais nesta época do ano. No entanto, a coloração e agravamento da situação tem afetado moradores e ocasionado mau cheiro e outros transtornos na região.
A Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) investigam a aparição de peixes mortos no Açude Velho, cartão-postal de Campina Grande.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito aberto na corporação investiga a possibilidade de crime ambiental. Uma perícia está sendo realizada no Açude Velho para saber se houve responsabilidade humana intencional no caso. Amostra da água e um peixe foram colhidos para análise no Núcleo de Laboratório Forense do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB). Não há prazo para o resultado dessa análise.
Por meio da perícia e de investigações, o delegado afirmou que quer saber se as substâncias encontradas são naturais ou se foram lançadas de forma artificial.
No âmbito do Ministério Público da Paraíba (MPPB), a investigação é mais ampla e acontece desde a instauração de um inquérito civil em 11 de novembro, pelo promotor do Meio Ambiente de Campina Grande, Hamilton de Souza Neves. O inquérito investiga o despejo irregular de esgoto no Açude Velho e também os peixes mortos.
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