No dia 5 de dezembro de 2025, o senador da República pelo estado do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, lançou seu nome como pré-candidato à Presidência da República, com o aval explícito de seu pai.
A pergunta que não quer calar é simples e direta: quem, dentro do PL carioca, o substituirá como pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro?
Até agora, essa pergunta segue sem resposta. O vazio permanece.
Diante disso, outra indagação se impõe: estaria Flávio Bolsonaro em compasso de espera, observando para ver onde as águas vão desandar?
Em outras palavras: se a pré-candidatura ao Planalto fracassar, volta-se ao ninho fluminense, agora com mais visibilidade, mais holofotes e capital político acumulado diante do eleitorado.
No fim das contas, o saldo é positivo para quem joga assim: ganha-se projeção nacional sem necessariamente assumir riscos reais. Afinal, para muitos estrategistas políticos, sempre haverá quem compre a narrativa.
Nesse contexto, surge outro personagem central: Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo.
Ele reuniria todas as condições para ser o pré-candidato natural da direita ao Planalto. Contudo, dificilmente aceitará, com sensatez, abrir mão de um segundo mandato praticamente assegurado em São Paulo com algo próximo de 80% de segurança para trocar o certo pelo duvidoso, já no início de abril.
Se este for o “trampolim” oferecido pelo clã Bolsonaro, Tarcísio, sendo sábio, não deve cair nessa armadilha.
Assim, o cenário vai se aclarando: a família Bolsonaro parece olhar apenas para o próprio umbigo, ainda que o restante do campo político se perca no caminho.
Se assim for, não há vestígio de estadismo, apenas cálculo familiar, preservação de poder e sobrevivência política.
É triste.
Mas, ao que tudo indica, é verdadeiro.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro








