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População acima de 350 mil habitantes, Campina ganha novas áreas, mas 20 mil têm irregularidades

Campina ganha novas áreas e Crea diz que 20 mil têm irregularidades

Com uma população que ultrapassa os 385 mil habitantes, Campina Grande tem visto nos últimos anos a ocupação e a redistribuição de moradores por novas áreas. De acordo com a Secretaria de Planejamento do município, existem atualmente 49 bairros e seis distritos no município, mas a cada dia surgem novos espaços sendo urbanizados por residências e estabelecimentos comerciais.

Comunidades como Novo Bodocongó, Peloirinho, Jardim Borborema e Novo Horizonte estão em expansão. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) fiscaliza as novas construções e imóveis já prontos e estima que cerca de 20 mil deles tenham algum tipo de irregularidade. No município são cerca de 90 mil imóveis e/ou novas obras em andamento.

Os últimos bairros que tiveram a criação outorgada pelo poder público municipal foram reconhecidos pela Lei nº 1.542/87 de 6 de maio de 1987. Através dela foram criadas as comunidades de Acácio de Figueiredo, Alto Branco, Araxá, Bela Vista, Bodocongó, Castelo Branco, Catolé, Centenário, Cidades, Conceição, Cruzeiro, Cuités, Dinamérica, Distrito Industrial, Estação Velha, Itararé, Jardim Continental, Jardim Paulistano, Jardim Tavares, Jeremias, José Pinheiro, Lauritzen, Liberdade, Louzeiro, Malvinas, Mirante, Monte Castelo, Monte Santo, Nações, Nova Brasília, Novo Bodocongó, Palmeira, Pedregal, Prata, Presidente Médici, Quarenta, Ramadinha, Sandra Cavalcante, Santa Cruz, São José, Santa Rosa, Santo Antonio, Serrotão, Tambor, Três Irmãs, Universitário, Velame e Vila Cabral.
A única modificação recente, registrada na prefeitura do município, foi a divisão do bairro Quarenta, pela lei nº 4.382 de 13 de fevereiro de 2006. Por meio dela ficou denominado “Jardim Quarenta” a área de Loteamento Jardim Quarenta, situada entre a rua Damasco, Avenida Almirante Barroso e a rua Presidente Costa e Silva, ao Norte, limitando-se com o bairro do Quarenta (rua Damasco); ao Leste, com os bairros da Liberdade e Cruzeiro, com a avenida Almirante Barroso e, ao Oeste, com o bairro Santa Rosa, com a rua Presidente Costa e Silva. Áreas como o ‘bairro da Glória e o Jardim Borborema também foram reconhecidos.

Em algumas localidades os moradores ainda sentem o distanciamento de alguns produtos. “Aqui o mais difícil é ter de ir no centro pra poder comprar algumas coisas. Mas a comunidade aqui é muito boa, todo mundo se conhece bem e os problemas são mais facilmente resolvidos”, contou Janaína Dantas Batista, de 42 anos, mãe de dois filhos e moradora da rua Damasco, no bairro do Jardim Quarenta.

Para tentar urbanizar as novas áreas e garantir o acesso à infraestrutura, a cidade deverá receber este ano recursos do Governo Federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II). Entre as áreas que deverão ser beneficiadas estão o ‘Jardim Vitória’ e uma invasão do Distrito dos Mecânicos e o ‘Peloirinho’, três comunidades ainda não reconhecidas formalmente como bairros, mas que abrigam milhares de famílias.

De acordo com o secretário de Planejamento da cidade, Ricardo Pedrosa, a expectativa é que a cidade seja contemplada com ações como a urbanização da Zona Sudoeste. “O orçado deverá ficar em torno de R$ 25 milhões e o projeto vai beneficiar várias comunidades esquecidas por governos passados. Outra importante obra, orçada em R$ 14 milhões, é a que prevê a complementação do Canal da Ramadinha, numa extensão de 600 metros, entre a Rua Vicente Gomes e a Florípedes Coutinho. Em decorrência desta iniciativa, haverá ainda a execução e implantação de avenidas marginais ao canal”, destacou Pedrosa.

Expansão desordenada gera problemas

A maior preocupação dos órgãos que trabalham no acompanhamento desses novos espaços e na execução de novas construções é com o crescimento desordenado. De acordo com estimativas do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) todos os anos surgem pelo menos 5,4 mil obras e cerca de 180 construções irregulares todos os meses no município.

“O problema é que o crescimento da cidade tem de ser acompanhado com infraestrutura, com esgoto, calçamento e uma série de equipamentos públicos que possam garantir à populações uma moradia digna. Quando isso não ocorre, a expansão se torna aleatória e é isso que temos notado em algumas áreas. Muitos problemas surgidos com o aparecimento das chuvas, por exemplo, que poderiam ser evitados caso existisse infraestrutura”, ressaltou o inspetor do Crea na cidade, Geraldo Magela.

As estimativas do órgão são baseadas no número de Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) emitidas. Os documentos são o instrumento através do qual o profissional da área da engenharia registra as atividades técnicas solicitadas através de contratos (escritos ou verbais) para o qual o mesmo foi contratado.

“A gente tem feito um trabalho de fiscalização com nossas equipes, mas é preciso a sensibilidade dos gestores públicos e principalmente dos proprietários, no sentido de entender a necessidade de ‘tocar pra frente’ obras que estejam planejadas e dentro das regulamentações técnicas exigidas”, alertou Magela.

 

PB Agora

com JPB

 

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