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Polícia Civil pode revelar mais detalhes de Operação Cartola

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As entrevistas com o delegado da Polícia Civil, Lucas Sá, responsável pela Operação Cartola, que investiga a possibilidade de manipulação de resultados no futebol profissional da Paraíba, sempre têm sido de poucas palavras. O motivo dado pelo delegado é que a investigação está sob sigilo e a divulgação de algumas informações agora podem atrapalhar as diligências. Lucas Sá, no entanto, revelou que a retirada do sigilo não deve demorar muito. A expectativa é de que isso possa acontecer em alguns dias.

 

O Fantástico veiculou uma matéria sobre a operação e trouxe à tona três jogos suspeitos do torneio deste ano. Nas três partidas, o Botafogo-PB é investigado por supostamente ter exigido que o presidente da Ceaf-PB, José Renato, escalasse árbitros que o clube queria, para que eles pudessem favorecer o Belo, de alguma forma, nos confrontos. Após a matéria na Rede Globo, Lucas Sá confirmou que também tem provas da atuação de outros clubes no suposto esquema.

Por conta da repercussão, a retirada do sigilo sob as investigações vem sendo bastante aguardada. Em notas oficiais, dirigentes de clubes e FPF vêm reiterando que não tiveram acesso aos autos da investigação e que não sabem ainda pelo quê estão sendo investigados.

 

Lucas Sá ainda confirmou que dois dirigentes de clubes já deram depoimento nesta semana. Perguntado sobre quem foram os dirigentes, o delegado preferiu não revelar. Mas disse ainda que mais investigados são esperados na Central de Polícia, em João Pessoa, para prestarem esclarecimentos sobre a suposta quadrilha que atuava no futebol do estado para manipular resultados do Campeonato Paraibano.

– Até o presente momento, dois dirigentes de dois clubes diferentes do futebol paraibano foram ouvidos (um deles nessa terça-feira). Mas vários foram intimados para a semana que vem – disse Lucas Sá.

A operação, que foi deflagrada no dia 9 de abril, é encabeçada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e investiga dirigentes de clubes, da Federação Paraibana de Futebol (FPF) e da Comissão Estadual de Arbitragem Futebol (Ceaf-PB), além de árbitros. As últimas oito edições do Campeonato Paraibano estão no radar da polícia.

Redação com globoesportes.com

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