Não é apenas a prefeitura de São Paulo que tem dor de cabeça com famílias ocupando prédios abendonados. Em João Pessoa, há vários prédios que estão sendo ocupados e o coordenador da Defesa Civil, Noé Estrela, revelou que não tem previsão para que todas sejam removidas pela gestão.
Segundo ele, 240 famílias já foram retiradas e os prédios fechados para evitar novas ocupações. No antigo INSS que funcionava no Ponto de Cem Réis, as famílias já foram retiradas duas vezes, mas o prédio ainda segue sendo utilizado como comércio e moradia.
São 147 famílias que estão em locais invadidos e que vivem em condições precárias. O exemplo de maior degradação é em torno do antigo Hotel Nazareno, no bairro Altiplano. São 16 famílias dentro da construção abandonada e 120 ao redor da edificação e não há data para que eles saiam do local.
Outras ocupações também são destaque como num terreno próximo ao Centro de Convenções e uma escola na zona Oeste da cidade. De acordo com Noé, é preciso que os donos também tentem evitar as invasões e combatam com a prefeitura as tentativas de uso do local.
“Quem encontrar uma invasão pode comunicar a qualquer secretaria para criarmos uma força tarefa. Já enviamos relatórios ao Ministério Público sobre algumas situações e estamos mapeando outras, mas o combate deve ser de todos”, explicou.
Indagado sobre pagamentos de aluguel por parte dos moradores a algum movimento invasões de prédios, Noé revelou que há sim relatos e o último que foi comprovado foi no antigo Hotel Tropicana onde era cobrado um aluguel e as condições eram as piores para os moradores.
Sobre evitar tragédias, como a ocorrida em São Paulo, Nóe disse que não há muito a ser feito. “Toda e qualquer moradia, seja invadida ou não, deve ter manutenção de estrutura e elétrica e caso não exista corre o risco de ser destruida, seja por chuva, curto, fogo, etc. Então nós não temos muito o que fazer. Fazemos algumas vistorias, mas não cabe a defesa civil consertar”, observou.
PB Agora com Rádio Arapuan








