Por pbagora.com.br

O delegado Gustavo Barros, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) de João Pessoa, em entrevista ao PB Agora, declarou que a Polícia Federal vai acompanhar com muita atenção a Marcha da Maconha e, se necessário, serão feitas as autuações de quem se exceder do seu direito de expressão.

Marcada para acontecer no dia 3 de maio em João Pessoa, às 14h00, na Praça Antenor Navarro, a Marcha da Maconha Nacional em sua segunda edição é um evento organizado pela Ong Nacional Plantando a Paz, com sede em Curitiba.

Segundo o delegado Gustavo Barros, no dia do evento a Polícia Militar também estará presente com seu policiamento ostensivo coibindo qualquer atitude ilícita. O delegado disse também que a principal bandeira da mobilização – luta a legalização do uso da maconha no Brasil – é algo ifora da cogitação. “Não tem nem o que cogitar a possibilidade de legalização da droga”, acrescenta Gustavo.

No dia 24 de março, a Assembléia Legislativa da Paraíba aprovou, por unanimidade, Moção de Repúdio à realização da Marcha.

No mesmo dia 24 de março, o deputado Nivaldo Manoel (PPS), que no último ano apresentou voto de repúdio à proposta de realização da marcha, solicitou na tribuna da Assembléia Legislativa que as polícias Federal, Civil e Militar estivessem atentas para a realização do evento, afim de coibir a maior proliferação da droga.

Nivaldo solicitou ainda que o Ministério Publico tome providências para evitar a realização da marcha *“Esse tipo de movimento tem que ser impedido”, disse o deputado.

Veja os principais efeitos do uso da maconha

Os efeitos causados pelo consumo da maconha, bem como a sua intensidade, são os mais variáveis. Os efeitos físicos mais freqüentes são: avermelhamento dos olhos, ressecamento da boca e taquicardia (elevação dos batimentos cardíacos, que sobem de 60 – 80 para 120 – 140 batidas por minuto).

Com o uso contínuo, alguns órgãos, como o pulmão, passam a ser afetados. Devido à contínua exposição com a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório do usuário começa a apresentar problemas como bronquite e perda da capacidade respiratória. Além disso, por absorver uma quantidade considerável de alcatrão presente na fumaça de maconha, os usuários da droga estão mais sujeitos a desenvolver o câncer de pulmão.

O consumo da maconha também diminui a produção de testosterona. A testosterona é um hormônio masculino responsável, entre outras coisas, pela produção de espermatozóides. Portanto, com a diminuição da quantidade de testosterona, o homem que consome continuamente maconha apresenta uma capacidade reprodutiva menor.

Os efeitos psíquicos são os mais variados, a sua manifestação depende do organismo e das características da erva consumida. As sensações mais comuns são bem-estar inicial, relaxamento, calma e vontade de rir. Pode-se sentir angústia, desespero, pânico e letargia. Ocorre ainda uma perda da noção do tempo e espaço além de um prejuízo na memória e latente falta de atenção.

Em longo prazo o consumo de maconha pode reduzir a capacidade de aprendizado e memorização, além de passar a apresentar uma falta de motivação para desempenhar as tarefas mais simples do cotidiano.

Milena Feitosa

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