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PF prende fraudadores da Previdência na Paraíba

A Força Tarefa Previdenciária na Paraíba, composta pelo Departamento de Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal deflagraram, na manhã desta quarta-feira (05), a “Operação Agendamento Virtual”.

Participaram da operação 144 policiais federais de diversos Estados do Brasil e 32 servidores da Previdência Social do Estado da Paraíba.

Foram expedidos 15 Mandados de Prisão Preventiva, 08 Mandados de Prisão Temporária, 33 Mandados de Busca e Apreensão, além da determinação judicial de bloqueio de contas bancárias e seqüestro de bens dos principais envolvidos.

Foram apreendidos 12 veículos dentre carros e motos, 02 armas sendo uma espingarda e um revolver cal. 38 e 23 pessoas foram presas, dentre elas 5 (cinco) servidores do INSS.

Segundo a PF, já foi confirmado um prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres públicos. Esta quantia pode dobrar durante a continuação das investigações, prevê o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Paraíba, Alexandre Isbarrola. Já foram apreendidos documentos, veículos e bens dos envolvidos. 

A Operação Agendamento Virtual, que tem o objetivo de combater e desestruturar organização criminosa com atuação na Paraíba que fraudava a concessão de benefícios previdenciários, foi deflagrada pela Força Tarefa Previdenciária na Paraíba, composta pelo Departamento de Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal.

O grupo conseguia concessões indevidas de benefícios – principalmente aposentadorias e pensões – a segurados que usavam de documentação fraudulenta para comprovação do exercício de atividade rural. Logo após a concessão, eram incluídos empréstimos consignados, recebidos antes mesmo do primeiro pagamento do benefício.

Outra forma de atuação era a concessão de pensões por morte previdenciária baseadas em documentos irregulares, com pagamentos retroativos. E, ainda, a concessão de benefícios a partir de agendamentos inexistentes e/ou habilitações e concessões realizadas em datas diferentes daquelas registradas no sistema de agendamento do INSS.

Conforme a PF, os suspeitos de envolvimentos no esquema podem ser indiciados pelos crimes de corrupção e estelionato contra a Previdência Social, mediante fraude para obtenção de benefício. Caso condenados, os envolvidos poderão sofrer penas que variam de um a cinco anos de reclusão, passíveis de aumento pelo fato do crime ter sido praticado contra a Previdência Social.

 

Redação com Ascom

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