O Brasil está entre os dez países que mais desperdiçam alimentos no mundo. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as 39 mil toneladas de alimentos jogadas fora, por dia, poderiam nutrir cerca de 19 milhões de pessoas diariamente, atendendo assim as três refeições básicas do dia.
Para que haja a diminuição de perdas de alimentos, no país, o processo deveria envolver toda a cadeia produtiva, desde o cultivo, o transporte, até a comercialização e, principalmente, nos domicílios. “O investimento em novas tecnologias que evitem pragas e outros tipos de contaminação, o acondicionamento dos alimentos em embalagens adequadas, o transporte rápido em horário e temperatura adequados (reduzindo o tempo entre a produção e a chegada do alimento à mesa do consumidor); o aumento da fiscalização pelos órgãos reguladores; o planejamento da cadeia produtiva, são algumas das estratégias para reduzir o desperdício de alimentos”, enumera Jailane Aquino, pesquisadora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Ela lidera pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que visa o consumo racional de frutas. “Investigamos o potencial nutricional de cascas e sementes de acerola, goiaba e caju, provenientes das indústrias de polpa de frutas, localizadas em João Pessoa. Esta pesquisa, iniciada em 2013, visa incentivar o consumo integral de frutas da região, evitando assim o desperdício, e o desenvolvimento de novos produtos alimentícios e seus benefícios à saúde”, destaca a pesquisadora do Departamento de Nutrição.
Ela explica um pouco do aproveitamento de alimentos com a sua prática e experiência nessa área e o que pode ser aproveitado para que não ocorra a perda de alimento: “Uma carne que sobrou do almoço pode ser utilizada em outra preparação no jantar, desde que tenha sido armazenada adequadamente. Cascas, sementes, bagaços e talos de alimentos vegetais podem ser consumidos em na dieta habitual. Contudo, é preciso cautela ao utilizar estas partes dos vegetais, pois muitas podem concentrar agrotóxicos, substâncias tóxicas naturais dos próprios alimentos, e até mesmo micro-organismos. Conforme acrescenta a pesquisadora, “lavar bem os alimentos em água corrente, de preferência com uma escova própria, bem como usar sanitizantes adequadamente, e conhecer a origem dos alimentos, são pontos importantes para a pessoa que deseja aproveitar integralmente os alimentos vegetais”, orienta, acrescentando: “o modo como conservar as frutas, legumes e outros alimentos, são essenciais para a durabilidade deles e para evitar o desperdício”.
Redação
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