“Ex-Galo, Jô é preso em boate de BH por dívida de R$ 145 mil em pensão alimentícia.”
Não é raro ver homens sofrendo sanções e até sendo presos por não pagarem pensão alimentícia. Porém, existe um grupo que frequentemente aparece nas manchetes por esse motivo: os atletas profissionais, especialmente os jogadores de futebol.
O caso mais recente envolve o ex-atacante Jô, mas ele não é o único. Outros nomes famosos do esporte brasileiro, como Romário e Edmundo, também já enfrentaram problemas e disputas judiciais relacionadas ao pagamento de pensão alimentícia. A fama, o dinheiro e o sucesso dentro de campo não isentam ninguém das responsabilidades assumidas fora dele.
Muitos desses atletas têm filhos com diferentes mulheres, o que acaba tornando suas vidas pessoais complexas e, em alguns casos, marcadas por longas batalhas judiciais. Não cabe a nós julgar as circunstâncias que levaram a essas situações, mas é evidente que falta responsabilidade em muitos desses casos. Também é verdade que, ocasionalmente, algumas pessoas podem se aproximar de atletas movidas pelo interesse financeiro. Ainda assim, a responsabilidade final pelos próprios atos jamais pode ser transferida para terceiros.
O que chama a atenção é que, apesar dos inúmeros exemplos já conhecidos, continuamos vendo jogadores sendo processados, condenados e até presos por inadimplência. Diante da lei, a condição de celebridade não faz diferença.
Talvez esteja faltando mais prudência, mais maturidade e uma visão de longo prazo. Afinal, um momento de prazer pode resultar em uma responsabilidade para toda a vida. Filho não é acidente de percurso; é compromisso permanente.
Por isso, fica o alerta à rapaziada dos gramados: mantenham os olhos abertos não apenas nos quatro cantos do campo, mas também nas decisões tomadas fora dele. Porque o jogo termina aos 90 minutos, mas a conta da irresponsabilidade pode chegar muitos anos depois.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
