A Paraíba contabilizou, em 2025, uma média de 26 trabalhadores afastados por dia por problemas de saúde mental, segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Com esse índice, o estado ocupa a segunda posição no Nordeste com maior número de afastamentos, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte.
Ao todo, foram registrados 9.457 afastamentos ao longo do ano. Em termos proporcionais, a taxa chegou a 52,34 casos, considerando o total da população economicamente ativa. Entre os principais motivos estão transtornos como depressão, ansiedade e síndrome do pânico.
O levantamento do MPT foi elaborado a partir da análise dos benefícios concedidos pelo INSS em 2025, cruzados com dados da força de trabalho no estado.
Para o procurador do trabalho na Paraíba, Marcos Almeida, o cenário é preocupante e exige medidas urgentes. “Não é possível admitir que trabalhadores saiam de casa e, ao invés de garantir o sustento, acabem adoecendo ou até morrendo em decorrência do trabalho. É fundamental reverter esse quadro”, destacou.
Diante da situação, o MPT convocou uma Audiência Coletiva para a próxima segunda-feira (13), reunindo representantes de setores como construção civil, mineração, limpeza urbana, agronegócio, transportes e gestores municipais. O objetivo é discutir estratégias para enfrentar o adoecimento no ambiente laboral.
Em nível nacional, o problema também cresce. Mais de 500 mil brasileiros precisaram se afastar do trabalho por questões de saúde mental em 2025, segundo o Ministério da Previdência Social. Este é o segundo ano consecutivo de recorde, após o país já ter registrado o maior índice da década em 2024.
Redação
