Dados apontam que em seis meses na PB foi registrado 424 casos de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes
Um levantamento de dados dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), revelam a realidade de muitos jovens paraibanos. Entre janeiro e junho deste ano foram 374 casos de abuso sexual e 50 de exploração sexual, totalizando 424 ocorrências. Em todo ano passado foram registradas 526 casos de violência deste tipo, sendo 470 abusos sexuais e 56 casos de exploração sexual.
A técnica de referência estadual das ações estratégicas da SEDH, a assistente social Anna Paula Batista, explica a diferença entre os casos e avalia que os números mostram a mudança de comportamento em relação aos abusos.
“Abuso sexual é quando a criança sofre a violência sexual de forma pontual, não necessariamente rotineira. A exploração é quando a ocorrência faz parte da vida da criança, acontece mais de uma vez. As ocorrências mostram que hoje se tem entendido melhor o abuso e exploração como violação de direitos. Se denuncia mais porque se entende melhor que se trata de um crime”, disse.
Para a titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra Infância e Juventude, Joana D’Arc Sampaio, além do aumento nas denúncias, há também crescimento no comportamento criminoso. “É verdade que as pessoas denunciam mais, têm mais coragem. Mas também há aumento nas ocorrências. Você veja o que tem acontecido em São Paulo, por exemplo, com casos de homens ejaculando em mulheres dentro dos ônibus, sem qualquer pudor. Isso mostra que os crimes de violação têm aumentado”, disse.
Em toda a Paraíba, entre janeiro e junho deste ano, Campina Grande foi a cidade que apresentou o maior número de violações de direitos das crianças e adolescentes, levando em consideração não somente abuso e exploração sexual, como também violência física, psicológica, entre outras. Foram 432 ocorrências, número que, sozinho, é maior que o registrado nas cidades que ocupam o segundo, terceiro e quarto lugar no triste ranking.
Em segundo lugar ficou o município de Ingá, localizado a 39 quilômetros de Campina Grande. Foram registradas 192 violações contra criança e adolescente naquela região. No mesmo período (janeiro-junho), Picuí registrou 117 casos e João Pessoa 101, ocupando, respectivamente, terceiro e quarto lugar. Nova Palmeira foi o 5º com maior volume de ocorrências, 94 no total.
Redação com dados do Creas
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