Criar uma empresa com o objetivo de resolver um problema no Brasil. Assim surgiu a ideia para a criação da Blocon, startup desenvolvida por estudantes do curso técnico de Edificações da Escola Cidadã Integral Técnica (ECIT) João Úrsulo, localizada em Pedras de Fogo. Hoje, a Blocon trabalha para resolver um problema ambiental significativo no país: o descarte inadequado de resíduos da construção civil (RCC). O projeto começou em 2021 e nasceu a partir da participação dos estudantes no programa Ouse Criar do Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Educação.
A Blocon é composta pelos alunos – hoje do 3º ano do ensino médio – Isaac Sales, Luís Manoel, Tiago Ruan, Maria Eduarda e Iago Henrique, com a orientação do professor e engenheiro civil Jonathan Silva, que instruiu os alunos a desenvolverem um projeto que dialogasse diretamente com o curso técnico.
O trabalho da Blocon então foi definido como uma empresa para coleta e reutilização do RCC para a produção de peças pré-moldadas de concreto, uma medida que representa um viés ecológico, sustentável e mais econômico para a indústria. Além disso, a empresa também incorpora polímeros, especialmente o plástico de garrafas pet, para aumentar a resistência à compressão das peças, demonstrando uma abordagem holística para a gestão de resíduos.
Segundo o professor Jonathan, na cidade há uma constante evolução no quesito de habitação, com vários loteamentos já implantados e o consumo crescente de peças pré-moldadas de concreto. “Foi aí que, junto aos alunos, vimos a oportunidade onde a empresa poderia sanar esta necessidade do mercado. Como estaríamos reutilizando RCC e substituindo parte da matéria-prima das peças de concreto pré-moldado, as mesmas ficariam mais baratas. Já o plástico poderia servir como um material para dar resistência à compressão, retirando ele do meio ambiente”, explica o professor.
Ainda como parte do “Ouse Criar”, em 2022, os estudantes envolvidos na Blocon tiveram a chance de participar de um curso de Empreendedorismo oferecido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), uma experiência que contribuiu para solidificar as bases empresariais da equipe. Ainda que não tenha conseguido investimento na ocasião, a equipe mantém uma postura otimista para 2023, com a expectativa de receber um aporte de R$ 20 mil para a empresa através do Parque Tecnológico Horizontes de Inovação (PTHI). Os estudantes também buscam outras parcerias para ajudar no lançamento da iniciativa.
O estudante Iago Henrique revela que está confiante e alegre. “Foram vários fatores que fizeram eu ir para a João Úrsulo, mas nunca passou pela minha cabeça que eu teria a oportunidade de criar e ter minha própria empresa. Acho que é isso que nos move para que todo dia a gente vá atrás de investimentos para realizar esse objetivo”, conta.
A promissora solução criada pelos estudantes da ECIT João Úrsulo demonstra como a educação técnica aliada ao espírito empreendedor pode contribuir de maneira significativa para a resolução de problemas da sociedade. Para os integrantes, a Blocon representa o futuro da construção civil. “Uma frase que ficou famosa entre nós foi que no mundo existem vários problemas, mas todo o problema tem uma solução, e para o problema do descarte inadequado de RCC, nós somos a solução, e nós Somos a Blocon Peças e Serviços Sustentáveis”, reforça Iago.
PB Agora
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