Cheia histórica. As fortes chuvas que atingiram a Paraíba, uma das maiores nos últimos 30 anos, deixaram 2.774 pessoas desalojadas e 241 desabrigadas, segundo um relatório situacional divulgado pelo Governo da Paraíba.
Mais de 37,4 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas na Paraíba, segundo boletim divulgado pelo Gabinete de Crise Interinstitucional, do governo do estado. O levantamento também registra 2.400 famílias desalojadas e 895 pessoas desabrigadas.
O monitoramento dos impactos causados pelas chuvas segue em 16 municípios: Pilar, Itabaiana, Mulungu, Conde, Mogeiro, Ingá, São José dos Ramos, Massaranduba, Salgado de São Félix, Lagoa Seca, Pitimbu, Santa Rita, Sapé, Caaporã, Bayeux e João Pessoa.
Muitas famílias das cidades mais atingidas com o temporal, seguem calculando os prejuízos e tetando reconstruir as suas vidas. Uma corrente de solidariedade foi formada, com canais disponíveis para as pessoas ajudarem as famílias afetadas com as enxentes.
Segundo o relatório, há previsão de chuva nas próximas 48 horas, portanto, o estado de alerta permanece. O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba informou que já realizou 478 atendimentos acumulados, com 349 pessoas resgatadas diretamente de áreas de risco. A operação de socorro mobilizou 1.489 bombeiros, 386 viaturas, 102 embarcações, uma aeronave e cinco drones.
A Paraíba tem 31 cidades em situação de emergência por conta das fortes chuvas que atingem o estado desde a última sexta-feira (1°), conforme decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE-PB).
As cidades em situação de emergência estão entre as mais afetadas pelas chuvas. Entre elas, a capital paraibana João Pessoa, onde choveu em apenas dois dias quase 70% do volume de chuvas da média histórica para o mês de maio. Bayeux, que também está na lista, decretou situação de emergência, concentra o maior número de atingidos pelas chuvas.
A cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa, está entre as mais atingidas pelas fortes chuvas que caíram na Paraíba nos últimos dias. De acordo com a Defesa Civil, o nível do Rio Paraíba subiu cerca de 7 metros, provocando alagamentos, danificando casas e deixando milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Equipes seguem realizando ações de limpeza na cidade. Segundo dados oficiais, mais de 75 toneladas de lixo, entulho e móveis destruídos foram retirados apenas em Santa Rita.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também renovou os alertas de chuvas intensas para cidades da Paraíba. O alerta amarelo é válido até as 10h da quinta-feira (7). Para os municípios que estão sob o alerta amarelo de perigo potencial de chuvas intensas, pode chover entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos entre 40 e 60 km/h. Segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

No município de Ingá, no Agreste da Paraíba, os moradores começaram a semana contabilizando os prejuízos e retomando as suas vidas. Ontem, o sol apareceu na cidade o que permitiu se ter noção do tamanho dos estragos.
A ponte da cidade foi parcialmente destruída após o transbordamento do rio O incidente deixou moradores isolados. A força da correnteza levou parte da construção da ponte que liga as duas margens de Ingá. Uma rachadura de grandes proporções surgiu no asfalto, elevando o risco de colapso total da estrutura. A Defesa Civil interditou a estrutura devido aos danos graves causados pela força da água. A ponte segue parcialmente interditada. A Defesa Civil bloqueou a passagem de veículos pela ponte. Apenas pedestres com autorização do órgão podem atravessar.
Severino Lopes
PB Agora
