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Paraíba lidera produção de abacaxi e seminário discute competitividade

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Seminário irá apresentar novas tecnologias e empreendedorismo para técnicos e produtores

 

 

Com uma lavoura de oito mil hectares espalhada pelos municípios da zona da mata e litoral, a abacaxicultura tem rendido bons frutos à economia paraibana. Só em 2009, a produção de abacaxi na Paraíba rendeu mais de R$ 210 milhões para o Estado, segundo dados do IBGE.

 

Para disseminar novas tecnologias de produção e aumentar as condições de competitividade dos produtores diante do crescimento da produção, será realizado nesta quarta-feira, 7, no município de Pedras de Fogo o III Seminário de Abacaxicultura Paraibana. A intenção é reunir mais de 300 produtores para discutir aspectos como manejo de pragas, defensivos agrícolas, empreendedorismo na gestão da produção, competitividade e exportação.

 

Dados da Emater/PB conferem que foram colhidos 263 milhões de frutos que atenderam todo o país, principalmente a região sudeste, com destaque para São Paulo, considerado o maior importador dos abacaxis paraibanos.

 

Para Leôncio Vilar, assessor da cultura do abacaxi da Emater Paraíba, o evento anual tem sido significativo para a disseminação de conhecimentos técnicos junto aos produtores. “É um momento importante para conhecermos as dificuldades e desafios dos produtores e focarmos nossas ações na solução dos problemas que permeiam a abacaxicultura paraibana”, analisa Leôncio.

 

Ainda conforme Leôncio Vilar, o perfil do produtor é formado basicamente por agricultores familiares que atuam com lavouras dotadas ou não de sistemas de irrigação. Em comum entre eles está o retorno do investimento com apenas um ano e meio após o plantio das mudas. “O custo médio por hectare é de 13,9 mil reais em terrenos irrigados e 11,3 mil reais sem irrigação, o que faz da abacaxicultura uma lavoura cara. Entretanto, no ano passado o faturamento médio dos produtores foi de 20mil reais por hectare plantado”, explica o técnico.

 

Os municípios que lideram a produção são Itapororoca com 72 milhões de frutos colhidos em 2009, seguido de Santa Rita com 57 milhões, Araçagi, com 42,6 milhões, Pedras de Fogo, sede do Seminário, com 18 milhões e Lagoa de Dentro com 10,5 milhões de frutos. A abacaxicultura produz frutos o ano todo, mas intensifica a colheita no período que vai de agosto a janeiro do ano seguinte. Aproximadamente 80% da produção é colhida nesta época, os outros 20% se dividem entre os meses de fevereiro a julho, período que corresponde à alta dos preços no mercado, graças a diminuição na oferta do fruto.

 

Além de informações sobre produção e comercialização do abacaxi na Paraíba, durante o evento haverá intercâmbio de informações a partir da experiência realizada em São Paulo e na Bahia. O seminário é uma realização do Centro de Ciências Agrárias da UFPB, CCTA/UFCG – Pombal, Sebrae Paraíba, Emater/PB, Emepa, Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo, Embrapa mandioca e fruticultura, Superintendência Federal de Agricultura na Paraíba e Banco do Nordeste.

 

 

Assessoria

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