Os casos suspeitos de dengue e zika aumentaram no período de 1º de janeiro a 4 de agosto (31ª semana epidemiológica) em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a chikungunya apresentou redução nas notificações. Os dados constam no Boletim Epidemiológico relacionado às arboviroses, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta quarta-feira (22).

 

Conforme o boletim, foram notificados 9.737 casos suspeitos de dengue no período, sendo 673 descartados, representando aumento de 243% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 2.835 casos. O boletim ainda revela um aumento de 146% das notificações dos casos suspeitos de zika, com 411 registros no período contra 167 casos no mesmo período do ano passado. Por sua vez, a chikungunya apresentou redução nas notificações. Em 2018, foram registrados 918 casos e em 2017, 1.342 casos suspeitos, uma redução de 31%.

 

Até a 31ª Semana Epidemiológica de 2018, foram registrados 35 óbitos suspeitos de causa de arboviroses, sendo três confirmados para chikungunya (Pedras de Fogo, Bayeux e Juazerinho); 10 confirmados para dengue (três de Campina Grande, dois de Juazerinho, um de Sapé, um de Aroeiras, um de Baraúna e dois de Coremas) e dois confirmados para Zika (Campina Grande e Queimadas). Doze casos estão em investigação e dez já foram descartados.

 

Entre as ações programadas pela SES de combate ao mosquito Aedes Aegypti, estão o monitoramento e acompanhamento da situação epidemiológica e ambiental pelas áreas técnicas; a mobilização e distribuição de material educativo referente às arboviroses; o apoio técnico “in loco” conforme situação epidemiológica e ambiental dos municípios; a intervenção com o UBV Pesado (Carro Fumacê) respeitando os critérios Epidemiológicos e entomológicos estabelecidos na Nota Técnica Nº 01 de 2018.

 

O Boletim informa também que no período de 02 a 06 de julho foi realizado o 3º Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti/Levantamento de Índices do Aedes aegypti (LIRAa/LIA/2018) pelos 223 municípios paraibanos. De acordo com os resultados enviados, 55 municípios apresentaram índices que demonstram situação de risco para ocorrência de surto, sendo eles: Picuí, Cacimba de Dentro, Assunção, Jacaraú, Ingá, Alagoa Nova, Puxinanã, São Francisco, Massaranduba, Nazarezinho, Olivedos, Santa Cruz, Lagoa Seca, Sousa, Fagundes, Santa Luzia, Juripiranga, São Domingos, Soledade, Mogeiro, Campina Grande, Condado, Barra de Santana, Cuité, Lagoa, Cajazeiras, Aroeiras, Princesa Isabel, Malta, Lastro, Itatuba, Frei Martinho, Alagoinha, Pilar, Alagoa Grande, São José da Lagoa Tapada, Pirpirituba, Nova Floresta, Imaculada, Patos, Vieirópolis, Aparecida, São José de Piranhas, Pedra Lavrada, Belém do Brejo do Cruz, Mulungu, Araruna, Mato Grosso, Prata, Areial, Seridó, São José do Brejo do Cruz, Igaracy, Juarez Távora e Conceição. 129 encontram-se em situação de alerta e 39 municípios em situação satisfatória, dos quais 10 apresentaram IIP zero. 

 

A SES recomenda às Secretarias Municipais de Saúde intensificar as ações de modo integrado com os setores de Infraestrutura, Limpeza Urbana, Secretaria de Educação e Meio Ambiente, entre outros, de modo a sensibilizar a população, buscando diminuir a oferta de criadouros para o mosquito Aedes aegypti, contribuindo, assim, para o controle das arboviroses dengue, zika e chikungunya no Estado.

 

Redação

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