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Paraíba é destaque em reportagem do ESTADÃO

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ESTADÃO repercurte matéria sobre o Cariri paraibano

A janela da van vira tela de cinema. E dela se vê o verde típico da área litorânea ganhar tons mais amarelados. Árvores altas e imponentes começam a ficar menores, ressequidas pelo sol inclemente que parece brilhar mais forte à medida que se avança em direção ao Cariri paraibano. A aparente desolação, no entanto, reserva cenários surpreendes, com rochedos esculpidos pelo vento que guardam sinais de antigos moradores dessas terras.

Apenas 220 quilômetros separam a brisa litorânea de João Pessoa da aridez de Cabaceiras, cidade com o menor índice pluviométrico do País e porta de entrada para o Lajedo do Pai Mateus, principal atração da região. Mas o caminho reserva várias paradas: a primeira, na Pedra do Ingá.

O monólito de 24 metros de extensão por 3 de altura guarda inscrições itaquatiaras, em baixo relevo, que se mantiveram intactas por mais de 5 mil anos. São desenhos de figuras humanas, animais, frutas. Retratos de um passado que os estudiosos ainda não conseguiram decifrar.

A parada seguinte guarda mais mistérios. No Sítio do Bravo, que integra a Área de Proteção Ambiental (APA) do Cariri, foram encontrados fósseis como a preguiça e o tatu gigantes, que viveram ali há mais de 10 mil anos.

Pedras enormes, arredondadas (os chamados matacões), pontilham o horizonte. Segundo Isaac Batista, diretor da Mais Brasil, empresa que organiza tours pela região, as formações demoraram milhares de anos para ganhar tais contornos. Durante o dia, o calor expande a rocha, que se contrai bruscamente à noite, quando as temperaturas caem. “A rocha cria camadas, como uma cebola, e começa a rachar. Plantas nascem nessas frestas e ajudam a separar as rochas”, diz.

A área guarda sinais da presença dos índios cariris, que habitavam aquelas terras. Encravadas em matacões e grutas, desenhos e marcas de mãos, que sinalizam a execução de rituais.

O grupo chega a Cabeceiras para almoçar. E, enquanto descansa, espera o sol baixar antes de partir para o Lajedo do Pai Mateus, que ganhou o nome do eremita que vivia em uma das grutas. Além de conhecê-la, os visitantes observam formações peculiares, como a Pedra do Capacete e a curiosa Pedra do Sino. É só bater nela com outra rocha para entender a razão do nome.

Cenário explorado, escolha um lugar para ver o pôr do sol. O lajedo ganha, aos poucos, uma coloração dourada, em razão dos liquens. Informação que não terá importância quando você contemplar a cena em meio a um silêncio único. Para relaxar, pensar na vida. E curtir o momento.

A viagem ocorreu a convite da PBTUR

 

 

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