O ex-governador e ex-senador Cássio Cunha Lima voltou ao centro do debate político ao revisitar, 17 anos depois, o processo que resultou na sua cassação. Em entrevista ao podcast Fez história, agora conta, ele levantou suspeitas sobre suposta influência no Judiciário e interesses políticos e empresariais que, segundo ele, teriam contribuído para sua saída do cargo.
Durante a conversa, Cássio afirmou ter enfrentado uma “tempestade perfeita”, envolvendo, nas palavras dele, uma decisão judicial já “predeterminada”, além da atuação de um dos maiores sistemas de comunicação do Estado – o Sistema Correio.
Ao contextualizar o cenário político da época, o ex-senador citou o então senador José Maranhão (MDB) e mencionou o fato de ele ser casado com a desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, sugerindo que havia um ambiente de influência política. Ele ressaltou que fazia uma “análise histórica serena”, mas questionou a imparcialidade do contexto institucional daquele momento.
Cássio também mencionou o empresário Roberto Cavalcanti, apontado como suplente de senador à época. Cavalcanti é fundador do Sistema Correio de Comunicação e assumiu o Senado quando Maranhão deixou a vaga para ocupar a vaga de Cássio no Governo do Estado.
“Arrumaram uma cassação para mim. Foi lá e arrumaram um jeito e tiraram do governo”, declarou Cássio durante a entrevista, ao reforçar sua versão sobre os fatos que culminaram na perda do mandato.
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As falas chamaram atenção pelo tom direto e pelo fato de o ex-senador ter evitado, nos últimos anos, aprofundar publicamente o tema. No podcast, entretanto, ele voltou ao assunto mais de uma vez, fazendo referências explícitas ao que considera ter sido um conjunto de interesses convergentes contra sua permanência no cargo.
O episódio da cassação, ocorrido em 2009, segue como um dos mais marcantes da política paraibana recente. As novas declarações reacendem o debate e devem provocar reações no meio jurídico e político do Estado.
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PB Agora








