Glória Menezes e Laura Cardoso duas grandes damas, duas saudades
Hoje, a televisão brasileira parece um pouco mais silenciosa. Despedimo-nos de Glória Menezes e Laura Cardoso, duas grandes damas da dramaturgia que atravessaram décadas, personagens e gerações, deixando suas marcas na cultura e na memória de milhões de brasileiros.
Eu as admirava. Criança, adolescente e depois jovem, da sala de minha casa acompanhei pela telinha muitos de seus personagens. Elas entravam em nossos lares sem pedir licença e, de alguma maneira, acabavam fazendo parte de nossas próprias histórias.
O tempo passou. Nós envelhecemos, elas também. Os cenários mudaram, as novelas terminaram e novos artistas chegaram. Mas certas lembranças permanecem. Para minha geração, Glória e Laura representam também um pedaço de um Brasil, de uma televisão e de uma época que ficaram guardados na memória.
Hoje, as câmeras silenciam e os aplausos transformam-se em saudade. A fama distingue alguns nesta vida, mas o tempo passa para todos e, diante da eternidade, somos simplesmente humanos.
“E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”
Eclesiastes 12:7
Adeus, Glória. Adeus, Laura.
Ficam as obras, as lembranças e a saudade de quem, durante tantos anos, acompanhou vocês do outro lado da telinha.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
