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Os delegados e o dilema de Maranhão

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Essa estranha condescendência dos delegados, de molho há mais de dois meses esperando contraproposta do governo, diante os “dribles” que vem levando do Maranhão III pode demonstrar subserviência da categoria, chorosa por maiores reajustes salariais. E habilidade de Maranhão.

Puro engano. Subserviência até que sim. Mas nada de habilidade em garantir bons resultados por parte do governo. Os delegados, por mais condescendentes (ou submissos) que estejam, conseguiram colocar Maranhão no canto da parede.

Afora a possibilidade de controlar o movimento premiando seus dirigentes, Maranhão tem apenas duas alternativas diante do impasse (?) com os delegados.

Primeiro, e mais improvável dada à dificuldade de arrecadação, atender à reivindicação da categoria, aumentando para quase 300% o índice de reajuste que os delegados registram desde 2003 e inviabilizando uma folha que ele mesmo quer voltar a gerir a partir de 2010. Até porque reajustar os salários dos delegados na margem que eles exigem é deflagrar uma correria de outras categorias, como já foi anunciado, em busca de melhores remunerações.

Ou, reconhecendo que o governo anterior já havia concedido o máximo, radicalizar com a categoria e atender nada ou o mínimo o que se exige do governo.

Em um ou outro caso, Maranhão sairá arranhado. Ou no cofre e nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, diminuindo a capacidade de investimento do Estado. Ou na imagem, reconhecendo o bom senso do governo passado e comprando briga com os delegados.

Do ponto de vista financeiro, a segunda hipótese é menos indolor. Mas do ponto de vista do discurso não passa de um reconhecimento expresso de que o governo Cássio garantiu um tratamento acima do normal para a categoria no Estado.

De 2003 a 2009, com os últimos 20% de reajuste garantidos pelo governo anterior, os salários dos delegados registrariam um acréscimo de 283% em seis anos. Nem deputado, que tem prerrogativa de aumentar o mesmo salário, teve isso.

Em suma, atender a categoria é quase inviável às contas. Não atendê-la é quase uma homenagem a Cássio.

 

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