Por pbagora.com.br

A assembleia Legislativa da Paraíba tem tido um bom desempenho com relação ao delicado momento que o mundo passa com a pandemia do coronavírus. Debates e projetos acerca do assunto têm estado permanentemente na pauta das sessões da Casa de Epitácio Pessoa.

No decorrer de apenas uma semana, dois importantes projetos de lei foram aprovados e promulgados pelo Poder Legislativo: o primeiro, sobre o qual já escrevemos, criou mecanismos para proteger os moradores de rua, de autoria do presidente da ALPB, Adriano Galdino.

O segundo projeto que acaba de ser aprovado pela Assembleia Legislativa, de autoria do deputado estadual Wilson Filho, também é matéria de longo alcance social, na medida em que garante o acolhimento em alojamento seguro e apropriado de mulheres vítimas de violência doméstica durante o período de calamidade pública no Estado da Paraíba.

Alvo
De acordo com o Projeto de Lei nº 1.876/2020, terão direito à acolhimento em alojamento seguro e apropriado mulheres vítimas de violência e que estejam em situação de absoluta necessidade de isolamento social.

Nestes períodos, geralmente muitas mulheres ficam isoladas com seus agressores e de acordo com o espírito da nova lei é dever do poder público de protegê-las.

Bravo até morrer
Ainda ecoa sobre a Paraíba o tom de lamentou por causa da morte do conceituado professor e ex-pró-reitor da Universidade Federal da Paraíba, Iveraldo Lucena. Ele faleceu nesta terça-feira (7) vítima de um câncer no pâncreas.

Vinte e quatro horas antes de morrer, o reconhecido professor Iveraldo recebeu para despedidas, no leito de morte, mulher, filhos, netos etc.

Morreu “raçudo”. Raçudo significa, pra nós aqui de Serraria, gente de coragem.

Despedidas
Um comovente texto de autoria de Flora, uma neta de Iveraldo, publicado no Instagram, retrata o que foram os últimos momentos do professor aqui na terra.

Eis o texto:
“Meu Avohai, avô e pai, e tudo o mais que possa ser… Ontem, com uma impressionante e invejável lucidez, meu Avohai cansou de lutar contra as dores de um câncer e pediu para que desligassem todas as máquinas e o colocassem em um estado de sedação, para esperar a sua hora em paz, dormindo. Pode tomar todas as precauções e organizar os últimos detalhes, se despedir dos filhos e dos netos, e sem peso e sem palavras não ditas. Que privilégio! Mais uma vez professor Iveraldo nos ensinando. Nós, que aqui ficamos, respeitamos seu desejo, mas vamos sentir muito a sua falta! Hoje o coma será induzido, e eu rezo para que a sua ida não demore, já que esta foi a sua decisão. Eu vou levar o senhor em mim em cada passo de minha caminhada, pois com o senhor eu aprendi a ser andarilha, e a imagem que eu vou guardar é como essa: o senhor na sua camisa do São João, tomando uma dose de Rainha com caldinho de rabada, brindando a vida! Te amo é pouco, o que eu sinto é muito mais do que isso!”

Caba “raçudo” da “mulesta”, era o tal Iveraldo Lucena, viu?!

 

Wellinton Farias
PB Agora

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