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Opinião: uma flagrante contradição na delação de Livânia Farias

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Sempre me coloquei como um admirador do trabalho do Ministério Público, principalmente no combate à corrupção. Na Paraíba, desde que foi criado e sob o comando do competente procurador Otavio Paulo Neto, o GAECO tem dado demonstração de muita coragem, imparcialidade e rigorosa apuração de sucessivos escândalos que tiram o sono da classe política e fazem justiça ao povo sofrido, que paga seus impostos e vê esse dinheiro sair pelos ralos da corrupção desenfreada.

O que o Ministério Público precisa estar atento, além da espetacularização inflada pela mídia, é a correta checagem das informações apuradas em delações, para não cometer erros.

Li a denúncia completa e assisti com muita calma aos vídeos da delação da ex-secretária Livânia Farias, que embasou toda a peça acusatória intitulada “Sobre a apreensão de R$ 81.000 (oitenta e um mil reais), em 30 de junho de 2011”.

No dia seguinte a este fato, o da apreensão da propina, Livânia narra com muita segurança que recebeu logo cedo um telefonema de Aracilba Rocha para ela passar em sua casa e de lá irem com o motorista até a Secretaria de Segurança e Defesa Social, aonde se encontrava o dinheiro da propina apreendido, um CD com as filmagens e um aparelho celular de quem levava a propina.

Chegando lá e notando uma ausência de comando e as autoridades fugindo de suas responsabilidades para com o caso, Aracilba Rocha teria assumido total protagonismo, segundo Livânia, passando a mão no processo original junto com o CD e o celular (só deixaram o dinheiro apreendido lá) e de posse desse material as duas se dirigiram em seguida “até a rádio Tabajara, pois era uma segunda-feira, dia do programa Fala Governador” e entregaram todo o material para o secretário de Comunicação Nonato Bandeira, que se encontrava no local presumidamente junto com o governador Ricardo Coutinho.

Se os diligentes membros do MP tivessem tido a curiosidade de checar o calendário, e comparado com as datas citadas no depoimento da delatora, constatariam facilmente que a apreensão da propina ocorreu no dia 30 de junho de 2011, uma quinta-feira. Que o dia seguinte da apreensão quando Livânia afirma terem ido a Secretaria de Segurança e em seguida à Tabajara é uma sexta-feira, 1 de julho de 2011. Só que o Fala Governador é transmitido na segunda-feira, que caiu no dia 4 de julho de 2011. Portanto…

Não se sabe ao certo por qual motivo Livânia simplesmente alterou o calendário.

 

Wellington Farias

PB Agora

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