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Opinião: Palácio da Redenção: Da Companhia de Jesus ao Museu da História da Paraíba!

João Pessoa, nos últimos 30 anos, tem crescido assustadoramente. Muitas transformações urbanas e sociais marcaram nossa capital e, nessa arrancada desenvolvimentista, o Palácio da Redenção, situado no coração da cidade, também foi atingido por esse “míssil do progresso”.

O edifício foi erguido em 1586 pelos jesuítas, sob orientação do padre Gaspar de Samperes, para servir de Colégio e Convento da Companhia de Jesus. Era um tempo de colonização e evangelização, quando a recém-fundada Cidade Real de Nossa Senhora das Neves (atual João Pessoa) consolidava sua importância estratégica para a Coroa Portuguesa.

Com a expulsão dos jesuítas em 1759, decretada pelo Marquês de Pombal em nome de Dom José I de Portugal, o prédio perdeu sua função religiosa. Reformado, passou a abrigar repartições públicas e, mais tarde, tornou-se a sede do Governo da Paraíba. Sua inauguração como Palácio do Governo data de 1763, marcando oficialmente sua transformação em espaço político e administrativo.

O nome “Palácio da Redenção” foi dado em 1859, quando o Imperador Dom Pedro II visitou a Paraíba e ordenou a libertação de presos políticos, gesto que se eternizou no próprio nome do edifício.

Ao longo da história, o Palácio foi lar e gabinete de governadores, testemunhando decisões que moldaram o destino do nosso Estado. Entre os grandes nomes ligados a ele, destaca-se a memória de João Suassuna, governador (1924–1928), cuja família residiu no Palácio. Ali nasceu o imortal Ariano Suassuna, que sempre lembrava com emoção sua infância entre aquelas paredes centenárias.

Hoje, em um gesto que considero justo e necessário, o atual governador João Azevêdo entrega o prédio ao povo como o Museu da História da Paraíba, inaugurado em 3 de outubro de 2025. Um fim digno para um espaço que, por séculos, simbolizou poder, decisões e lutas. Agora, torna-se memória viva da nossa trajetória política e cultural.

Entretanto, como cidadão, não posso deixar de expressar minha preocupação: aquele entorno, que abriga também o Poder Legislativo e o Judiciário, precisa ser mais preservado, iluminado e seguro. Caminhar por ali à noite não deve transmitir medo nem insegurança. O Palácio será agora guardião de nossa história, mas não podemos permitir que sua vizinhança se transforme em um “museu a céu aberto” de abandono.

Que o Palácio da Redenção seja, daqui em diante, um espaço de memória, bravura e esperança — e não apenas um monumento do passado, mas um farol para as novas gerações.

Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro

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