Sobretudo os empresários gananciosos, que só pensam em engordar suas fortunas, independente de vidas que podem ser poupadas, precisam entender: não temos outra saída, a não ser apertar o cerco ao Coronavirus com o isolamento social.

Ruim com o isolamento, pior sem ele.

Quanto a essa questão, o Coronavirus veio para por a humanidade numa tremenda sinuca de bico: se ficarmos em casa (e devemos ficar) as economia sofrera um tremendo abalo; se voltarmos às nossas atividades normais, será ainda muito pior, porque, além de um estrago maior na economia, teremos acumulado, inevitavelmente, algumas milhares de mortes.

Quanto aos empresários ambiciosos – e que não são todos, mas é uma expressiva maioria – o mais curioso é que todos eles, junto com suas famílias cumprem o isolamento social, mas querem que os seus empregados voltem a trabalhar, para movimentar as suas empresas, independente do risco de contrair o vírus e morrer.

A propósito, já vimos aqui entre nós várias manifestações “espontâneas” de trabalhadores, notoriamente, para pressionar as autoridades a flexibilizarem nas regras de isolamento. Por exemplo, viralizou nas mídias sociais um bem produzido vídeo de motoristas de ônibus implorando para que o sistema de transporte público voltasse à normalidade.

Por último, o mundo todo viu as cenas patéticas retrada em fotos que também viralizaram mostrando comerciários de Campina Grande “espontaneamente” ajoelhados em frente às lojas que trabalham, com a mesma intenção.
O curioso é que não se viu manifestações, desse nível, com a participação dos senhores empresários. Nenhum deles, que acha que seus empregados devem voltar ao trabalho, teve a coragem de promover manifestações de rua. A não ser uma solitária carreata em que os “manifestantes” muito bem protegidos em seus reluzentes e confortáveis carros desfilaram na cidade, com vidros fechados, álcool gel por todo canto e máscaras.

Estão certos
Tanto o governador João Azevêdo quanto o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo estão certos de arrocharem o nó nas medidas de prevenção contra o coronavírus, inclusive, com prorrogação do prazo de isolamento social, etc. e tal.

João Azevêdo e Luciano Cartaxo têm agido de forma exemplar, sem a exploração política da desgraça alheia, e dando demonstração de que, de fato, acima de tudo estão preocupados primeiro com a saúde do seu povo, que é muito mais importante do que a economia.

É bom lembrar que em todos os episódios de pandemia, epidemia, surtos e outras mazelas que afetaram a humanidade, incluindo duas guerras mundiais no século XX, a economia que ficou em terra arrasada logo se recuperou.

Os milhões de mortos e a dor do luto das respectivas famílias, destas, ninguém jamais se recuperou.

 

Wellington Farias

PB Agora

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