É muito difícil acreditar, mas não tenho razões parar duvidar da informação -extremamente preocupante – revelada no radiofônico Correio Debate pelo atento repórter Henrique Lima, o famoso Ninja. Segundo ele, assessores jurídicos de alguns gabinetes de deputados, na Assembleia Legislativa da Paraíba, estariam frequentando o Comitê de Imprensa da Casa com a missão de gravar as perguntas de jornalistas para, se entender que é cabível, processar os profissionais de imprensa.

É muito grave. Gravíssimo!

Temos certeza de que o presidente da Casa, Adriano Galdino, não concorda com estes procedimentos, não esteja sabendo que estão acontecendo e, mais que isso, deverá mandar apurar. Em se confirmando a denúncia, sem dúvidas tomará as medidas cabíveis, com a urgência que o caso recomenda, para impedir este mau procedimento, que afronta a democracia, a liberdade de imprensa e a livre manifestação de pensamento.

Independente disso, porém, é bom que as entidades representativas dos jornalistas e até dos veículos de comunicação, se manifestem e recorram à Mesa-Diretora da Assembleia paraibana, para pedir que sejam adotadas medidas urgentes para conter esta onda contra a liberdade de imprensa.

Por mais absurda que pareça a informação, é bom lembrar que vivemos hoje num Brasil dos absurdos, do louvor à ignorância, da brutalidade, em meio a um cenário preocupante em que desejos antidemocráticos gravitam em torno de todos nós o tempo todo.

A imprensa tem lá seus vacilos, seus defeitos, seus deslizes. Seja a imprensa referente aos comunicadores, seja a imprensa inerente às empresas. Mas são fatos que se configuram exceções da regra. E nada, absolutamente nada, justifica e pode permitir tal patrulhamento aos jornalistas.

Com a palavra o Sindicato dos Jornalistas, Associação Paraibana de Imprensa e outras entidades que defendem a democracia.

Mesa-diretora

Em meio a tamanho absurdo, convém registrar que, da parte da Mesa-Diretora da Assembleia Legislativa do Estado, a imprensa tem recebido o melhor e mais democrático tratamento possível.

Não há registro de que algum jornalista tenha sido cerceado em sua liberdade de transitar, exercer a sua missão, perguntar o que quiser a qualquer um dos senhores parlamentares.

Consumado

A não ser que um boi voe, a possibilidade de João Azevêdo e Ricardo Coutinho voltarem às boas é mínima. O Rompimento está notoriamente confirmado. Os procedimentos de ambos os lados são a demonstração mais clara que o ventilador está com as suas hélices meladas.

 

Wellington Farias

PB Agora

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