Por Wellington Farias

O governador João Azevêdo (Cidadania) tem procedido de forma muito acertada no tocante às providências necessárias ao combate ao coronavírus.

João Azevêdo começa acertando ao encarar o problema como deve ser: uma questão de saúde pública e nunca um combustível para incendiar ociosas discussões políticas, como tem feito abertamente o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e o governador do Estado de São Paulo, João Dória.

Dória e Bolsonaro, que são farinha do mesmo saco e pertencem a um mesmo projeto (mas em posição de dissidência, no momento) não estão nem aí para a saúde do povo; estão mesmo é disputando popularidade entre os brasileiros, interessados apenas na eleição presidencial de 2022.

Flexibilização
Aqui na Paraíba, o que poderia se apontar como uma falha da ação governamental seria o fato de o Governo ter permitido a chamada flexibilização, ainda durante a primeira onda de contaminação.

Em tempo: flexibilização soa aos ouvido dos menos informados – que são a maioria do nosso povo – como o fim da pandemia; como se o vírus tivesse ido embora, nos deixando em paz. O que é um ledo engano, conforme está aí comprovado com a retomada assustadora dos índices de contaminação e mortes.

Vacinação
Afora este vacilo, o Governo da Paraíba tem agido com responsabilidade ao ponto de já ter prontinho um plano estadual de vacinação em massa, para ser posto em prática automaticamente após a disponibilidade das vacinas e dos equipamentos necessários para um trabalho dessa dimensão.

Equívoco
Enquanto o Governo Federal e parte da população brasileira insistirem em enfrentar o problema do coronavírus como sendo uma questão política e não uma questão de saúde pública, vamos estar sempre na condição de último na fila dos que buscam solução para tão grande problema.

A começar de países do Reino Unido, Emirados Árabes, Rússia e Estados Unidos, que já iniciaram a vacinação de seu povo, para muitos países a pandemia do coronavírus tem sido enfrentada como deve ser: uma questão de saúde pública. Em segundo plano, estes países tratam o problema também como uma questão econômica. Em suma: para estes, a vida humana está acima de qualquer outro aspecto inerente ao problema.
No Brasil da truculência, da ignorância e das arminhas, tão grave problema de saúde pública mundial é “enfrentado” primeiro como uma questão política em meio a uma acirrada disputa de projetos políticos nacionais e, no segundo plano, como uma questão econômica. Para nós do Brasil, portanto, a vida humana interessa muito menos do que os projetos políticos e as cifras que movimentam a economia.

Por Wellington Farias

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