Por pbagora.com.br

O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, seguindo a lógica absurda dos sonhos. Um país de maravilhas. Outra obra relata a mesma personagem retornando àquele psicodélico mundo, só que já adulta.

Mais de uma vez é dito ao longo do livro “Alice Através do Espelho” que não é possível mudar o passado, mas sim aprender com ele. O aprendizado a partir dos erros é a principal das lições morais que o filme traz para o público, seja ele infantil ou adulto.

Duas “Alices”, o mesmo ser. Resultados diferentes com o aprendizado dos erros. E foi justamente observando, analisando dados e coletando o maior número de informações possíveis que o governador João Azevêdo (Cidadania), o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (Adriano Galdino) e seus pares da Casa de Epitácio Pessoa formalizaram uma espécie de pacto pela vida. Não cometer erros recorrentes em relação ao combate à Covid-19.

Amadureceram e buscaram em outros estados, municípios, Congresso, Judiciário, universidades brasileiras e de outras nações, e no próprio Governo Federal, exemplos exitosos ou não para o combate à pandemia.

Exceto o modelo de gestão implementado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que contrariava (e ainda contraria) todos os protocolos sanitários recomendados por cientistas de vários países, médicos e até chefes de Estado; o inquilino do Palácio do Planalto tanto fez que contraiu a enfermidade e certamente infectou outras pessoas. Aposto que ele não leu Alice.

Agora retornado para o nosso “Sublime Torrão”, em quase alinhamento cósmico, o Executivo, o Legislativo e o próprio Judiciário paraibano trabalharam e vêm trabalhando para minimizar ao máximo os efeitos nefastos causados pelo novo coronavírus.

Mesmo com muitos bolsonaristas torcendo contra as ações públicas estaduais e municipais, as assertivas medidas públicas paraibanas contrariam os seguidores de Bolsonaro. Torcer pela morte no jogo da vida é algo que jamais presenciei.

Leis e ações que salvam vidas

Mas não é a morte que está vencendo a Paraíba, muito menos o BRASIL. É claro que muitos se foram. Buscar entender a dor de quem perdeu alguém é vital para fortalecer o lado humano de cada um. Também entender a importância das leis e outras medidas tomadas para minimizar os efeitos da enfermidade em todos os seguimentos sociais. Medidas implantadas para salvar vidas, pois a Covid-19 não é uma pequena gripe e a cloroquina não é a salvação.

A Paraíba dá exemplo ao país

Prova maior são os números da Secretaria de Saúde da Paraíba (SES), sendo confirmados pelo consórcio de veículos de imprensa. E aqui não vou me ater a comparações de óbitos e infectados em outros estados e, sim, numa certeza: caso a população coopere, o sistema de saúde do Estado não entrará em colapso, como ocorreu em várias unidades da federação.

Aqui a situação é mais alentadora. Dados da SES indicam que a ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 53%. Em se tratando da Região Metropolitana de João Pessoa, leitos de UTI para adultos ocupam 64%.

Em Campina Grande, estão ocupados 48% dos leitos de UTI adulto e no Sertão 52%. Contudo, o índice de Isolamento Social no sábado (11) foi de apenas 39,8 %, considerado baixo em relação à meta de 70% e a mínima de 50%.

Então é hora da sociedade fazer um pouco mais de esforço para que, em breve, possamos contar para nossos netos: “Eu vivi essa pandemia e estou vivo. Não foi fácil, mas estou aqui, com você!”.

Esses são meus votos a todos. Da direita ou esquerda. Vida longa ao ser humano.

 

Eliabe Castor
PB Agora

Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Orçamento Democrático tem início nesta segunda com formato digital

O Orçamento Democrático Estadual, ferramenta de diálogo entre o Governo e a sociedade, será realizado em 2020 de forma digital, devido à pandemia da Covid-19. As plenárias on-line vão acontecer…

Eleições indiretas em Bayeux devem ser realizadas em 10 dias, determina Justiça

Mais uma vez as eleições indiretas na cidade de Bayeux voltam a ter mais um capítulo, mas o desta segunda-feira (03) se encaminha para possivelmente ser o último. É que…