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Opinião: com sensatez, Cícero Lucena toma decisão correta sobre Réveillon e mantém fluxo turístico e econômico em JP

E aqui estou, novamente! E digo, em tarefa quase hercúlea, buscar desenvolver uma linha de raciocínio sem agredir o próximo. Coloco a minha pessoa, caro leitor, no que entendo. Sei que haverá divergências a serem construídas, ou já unificadas. Não importa, pois o ponto de vista de cada ser humano merece, e deve, ser respeitado.

Coloco minhas considerações neste espaço, regido e redigido em preto e branco. O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP) tomou uma decisão, em perfeita sincronia com sua equipe técnica, nesta segunda-feira (29). Decisão baseada na mais pura ciência, ao informar que não haverá a tradicional festa de Réveillon nas proximidades do famoso Busto de Tamandaré, que aponta a divisa das belas praias de Tambaú e Cabo Branco.

Sim, é verdade! Lucena esperou os últimos segundos para informar que não haverá o chamado “Baile Perfumado”. O gestor, sensível com a economia local, não desejava trazer mais prejuízos para empresários ligados ao setor hoteleiro, turístico; até a ponta do vendedor de água de coco ou aqueles que vivem, e sobrevivem, do comércio informal.

Entendo, eu, em pura exaltação com meus parcos botões, a situação daquele que administra a capital paraibana. Lucena nunca foi negligente e, sim, atento às diversas demandas que seu cargo exige. Buscou ele todas as informações científicas para afirmar que a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) preserva, principalmente, a vida, buscando minorar, também, as perdas econômicas do comércio formal, informal e setor empresarial que dependem, claro, de certa flexibilização no que diz respeito às medidas sanitárias mais que perfeitas para diminuir o avanço do novo coronavírus e suas variantes – a mais nova de nome pomposo: a chamada ‘ômicron’, que já colocou a Europa de joelhos, parte da África em puro isolamento mundial, havendo uma “reação em cadeia dominó” em puro ato de derrubar peça por peça. Em linhas gerais: “o efeito cascata”.

Ouvir primeiro, agir depois

E Cícero acertou. Buscou falar com os empresários ligados aos mais diversos setores da cadeia econômica pessoense, passando, aí, pelo informal para, no final, informar o que já era esperado e que não só João Pessoa, a Paraíba, o Brasil, mas todo o mundo vem adotando a cautela.

Adotando, todos, uma pequena palavra chamada “sabedoria”, a fim de evitar, quem sabe, uma quarta onda da Covid-19, tão negligenciada pelo governo federal até bem pouco tempo, cujo mandatário do Brasil, por incrível e mais estúpido que parece, resiste em buscar a vacina como medida de prevenção para ele e todos que estão no seu entorno.

Sim! Cícero Lucena acertou, seguindo, inclusive, a mesma batuta dos que estão à frente do governo do Estado no combate à Covid-19. Isso mostra que a Paraíba, de forma macro, preserva a vida do seu povo, ato que vem acontecendo com outras cidades de pequeno, médio e grande porte espalhadas em todo território nacional.

Uma bela saída para a economia local

É claro que a economia, aqui ou alhures, sofrera sérios danos financeiros. E tal fato vale para todos os setores. Do informal às grandes empresas. O desemprego está estratosférico, a inflação, idem. Não há mais espaço para “respirar” economicamente falando.

E na sua sensibilidade, Lucena não impôs o famigerado, mas, muitas vezes necessário, lockdown. Não, preferiu o prefeito pessoense, com sua equipe, de forma sábia, manter os padrões sanitários já exigidos, como a obrigação do uso de máscara, incentivar, cada vez mais, o processo de imunização, dentre outros trâmites sanitários já existentes em João Pessoa.

O pessoense, turistas e visitantes terão opções

E assim falou Cícero Lucena em coletiva na tarde desta segunda-feira: “Já temos mais de 86% da população vacinada com a segunda dose, mas é preciso cautela. Ao lado do Governo do Estado, resolvemos que o poder público não pode estimular aglomerações. Festa de rua impede medidas de controle, como a identificação de vacinados e do uso de mascaras”, explicou o prefeito. A praia, no entanto, continuará liberada, com as pessoas usando máscaras e mantendo o distanciamento social.

Os ambientes privados, por sua vez, poderão promover festas. “São espaços que permitem um maior controle do acesso e verificação do passaporte da vacina. Assim, poderemos comemorar a virada do ano com fé e esperança de que 2022 seja melhor”, afirmou.

Natal de Sentimentos com grande sentimento à vida

As festividades do Natal, que devem ser iniciadas na próxima sexta-feira (3), estão mantidas. O prefeito explicou que o fator decisivo é o caráter descentralizado da festa, que terá três polos e atrações recorrentes ao longo de 20 dias.

“Não haverá concentração de pessoas, mas sempre contando com a consciência da população para que use máscaras e mantenha o maior distanciamento”, disse o gestor, com a mais pura razão.

E no final, com as adequações do chamado “novo normal”, não será a variante ‘ômicron’ que trará choro para as famílias ou uma nova quebra na economia local.

Quem é o responsável?

Tudo depende das decisões governamentais para manter o Estado com saúde? Pergunto e respondo: não! Faz-se importante cada cidadão e cidadã ter a consciência necessária que vivemos um momento atípico na história da humanidade.

Ela – a humanidade – já passou por eventos, digamos, similares, como a peste negra ou a gripe espanhola – porém, há um porém: a ciência e o poder de informação vêm fazendo toda diferença. Só os mais incautos preferem viver na “Idade das Trevas” e negar o avanço científico.

Mas aí há caminhos do próprio Estado para “punir” os irresponsáveis.

Por fim, repito: Cícero tomou a decisão de forma assertiva!


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