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Opinião: Cícero acertou ao romper com empresas de coleta de lixo que não supriam demanda

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O lixo, e seu recolher, é algo essencial para o fluxo sanitário exitoso de uma cidade. Não é preciso lembrar as inúmeras enfermidades que o mesmo causa. Isso é um fator cientificamente comprovado.
Sem um serviço adequado para seu descarte, a população volta ao século XIX e anteriores, períodos que ratos e baratas se misturavam com a população. A população de seres humanos.
E aí ponho meu preâmbulo para justificar que os serviços de coleta devem ser pautados na mais profunda ética, dignidade e respeito ao povo e ao erário público. Algo que o ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV) e seus agentes incumbidos com o descarte das sobras do consumo da população não fizeram de forma correta.
Cartaxo, muito mal assessorado, ou mesmo sabendo das situações ilícitas, contratou três empresas para a coleta do lixo da capital. Foram elas: Beta Ambiental Ltda., Limpmax Construções e Serviços Eireli e Limpebras Engenharia Ambiental Ltda.
Tudo deveria ser certo. Mas falei “tudo”, pois as mesmas empresas recebiam algo em torno de – observe leitor! – 6 milhões por mês para serviços que eram feitos pela metade. Um crime à saúde pública, à coisa publica e ao contribuinte que paga seus impostos para ter um serviço de qualidade.
Confira nota enviada à imprensa pela empresa Limp Max:
Nota – LIMPMAX CONSTRUÇÕES
Pandemia e irregularidades
Em especial falo de um período delicado para a execução de medidas sanitárias, pois o mundo inteiro vive o horror causado pela pandemia do novo coronavírus. Pois bem: após severa averiguação nos contratos firmados pela Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), a Prefeitura da capital observou que as empresas não estavam disponibilizando todos os equipamentos e o pessoal descritos no acordo licitatório.
E aqui explico: os veículos contratados para carregar o lixo não tinham o volume, a quantidade e nem a potência que constava na contratação existia. O número de garis era menor que o exigido, fato que sobrecarregava tais profissionais, além do serviço de coleta ficar, de forma profunda, comprometida.
Prejuízo
Máquinas pagas não foram entregues, ferramentas eram sucateadas e o serviço sempre menor que o contratado. E por determinação da gestão atual, Cícero Lucena (PP) decidiu anular a contratação com as empresas citadas, a fim de abrir um novo certame para que as futuras concorrentes cumpram seus deveres.
O chefe do Executivo pessoense não poupou críticas ao seu antecessor. Disse ele: “Cartaxo teve tempo para agir contra isso, mas agiu em conluio com as empresas”.
Fato é, pelo que foi apurado pela coluna com representantes do alto escalão da Prefeitura que, cada empresa, recebia por mês cifras que variavam entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões. E há quem diga que a Calvário está apurando os sócios ocultos de uma delas.
Recurso
Pelo sim, pelo não, buscando se manter na coleta do lixo, uma das vencedoras do governo Cartaxo recorreu da decisão da Emlur. Contudo, Cícero Lucena já informou que irá recorrer na esfera jurídica. O povo assim espera. Ninguém quer luxo nem lixo. E sim uma vida digna.
 

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