Vem cá: esse badalado projeto chamado de Acesso Seguro, que o Tribunal de Justiça da Paraíba teria implantado, é mesmo pra valer, ou é marketing? A julgar pelo que aconteceu com o juiz da Comarca de Alagoa Grande, José Jackson Guimarães, a coisa não funciona, ou apenas funciona muito mal. Tanto que, ontem (26/11), quatro homens invadiram o Fórum de Alagoa Grande e roubaram armas de fogo e coletes à prova de balas. Antes, porém, a quadrilha chegou em carro roubado, rendeu o juiz da Comarca, José Jackson Guimarães, além de um vigilante.

Por sorte, uma viatura da Polícia Militar estava nas proximidades do fórum e percebeu a movimentação e agiu. Mas tanto o magistrado titular da Comarca quanto o vigilante estiveram sob o domínio total dos bandidos, correndo até risco de vida.

Com a palavra o Tribunal de Justiça, sobretudo após o alerta que fez o presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba, o juiz Max Nunes de França, acerca do estado de vulnerabilidade física a que estão expostos os magistrados paraibanos. Os juízes, pelo que se pôde deduzir, estão totalmente vulneráveis em sua integridade física.

Comentando o fato, em entrevista publicada nesta terça-feira (26) no PBAgora, o magistrado serrariense Max Nunes de França afirmou, textualmente: “Esta, lamentavelmente, é uma realidade presente em outras comarcas do Estado. O juiz trabalha fora do seu horário, seja dentro do Fórum ou, até mesmo, levando processos para avaliar em casa, no intuito de dar conta do serviço”.

Embora comemorando o desfecho do episódio, presidente da AMPB alerta para o fato de o juiz ter que se expor a situações de insegurança como esta ocorrida em Alagoa Grande, tendo em vista que é preciso permanecer no Fórum, mesmo até altas horas da noite, para tentar dar conta da prestação jurisdicional. E comentou: “O caso do juiz Jackson Guimarães não é uma exceção, temos uma magistratura dedicada e aguerrida que, mesmo correndo riscos diariamente, dentro de Fóruns com segurança insuficiente, não abre mão de fazer sua parte no andamento dos processos”.

O que é isso
De acordo com o que está postado no portal do TJ da Paraíba, o Projeto Acesso Seguro tem por referência a Resolução nº 176/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui o Sistema Nacional de Segurança do Poder Judiciário, e funciona, basicamente, controlando o acesso de pessoas às unidades da Justiça estadual, seguindo procedimentos de identificação, inspeção de segurança, submissão ao aparelho detector de metais e utilização de crachá de identificação.

Pelo visto, falta um adendo: adoção de mecanismo para impedir que bandidos façam reféns magistrados e funcionários da Justiça, sobretudo a partir de altas horas da noite…

Fábrica de mentiras
Com vistas às eleições de 2020, sobretudo em João Pessoa e Campina Grande – os dois maiores redutos eleitorais -, começam a ser azeitadas engrenagens de um fabuloso maquinário que vai produzir fake news adoidado. Vai operar tanto para ajudar a uns, como para prejudicar a outros.

De pesquisa eleitoral forjada a ataques à reputação de uns, e elogios rasgados a atitudes “nobres” de outros, vai ter de tudo.

As tais engrenagens, movidas a mau-caratismo puro, geralmente funcionam nos chamados laboratórios da maldade, muito manjados de campanhas do passado…

 

Wellyngton Farias
PB Agora

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