A quem interessar possa: nem agora, nem tão cedo e queira Deus, nunca mais – haverá golpe militar no Brasil.

O Brasil de hoje não é a republiqueta de 1964; assim como, a mentalidade do oficialato de hoje é muito diferente da de 56 anos atrás.

Apesar de, historicamente, a vida política brasileira ter vivido de sobressaltos à quarteladas e outros golpes militares, hoje usufruímos do período mais longo de democracia. Uma democracia que, apesar das investidas contra o estado democrático de direito, dá sinais claros de que vai sobreviver com muita tranquilidade.

Ódio

Pelo que temos assistido e ouvido, a ideia de um autogolpe – supostamente engendrada num tal gabinete do ódio de Brasília – só seduz mesmo uma parte de militares reformados. Não tendo o que fazer, estes vivem sonhando com a volta de ditadura; deliram querendo voltar aos tempos em que mandavam, desmandavam e subjulgavam a nação à botinadas e cacetadas.

Esse tempo já passou. Os oficiais das Forças Armadas, na ativa, nem de longe se comparam aos tipos truculentos e ridículos como Newton Cruz, João Figueiredo, etc. E, segundo informações de bastidores em Brasilia, genrais em plena atividade já teriam avisado a Bolsonaro e sua gente que, para esta empreitada, não conte com o Exercito, a Marinha e a Aeronáutica.

Desgaste

As Forças Armadas têm consciência de que os novos tempos não comportam mais ditadura. Também têm consciência da fria que seria tomar o país à coturnadas, e o desgaste inevitável a que estariam sujeitas, como ocorreu nos 21 anos de ditadura entre 1964 a 1985.

Nada foi bom para o país e nem para às próprias Forças Armadas nesse chamado anos de chumbo. Durante aquele período, o que tivemos foi um estado truculento, que também tinha a prisão, a tortura e o extermínio como política pública de segurança nacional, segundo vasta documentação que se tem conhecimento. No mesmo período, além de torturas e mortes, a corrupção campeou numa fase em que governo e empreiteiras começaram a confundir o público e o privado nas famosas construções de obras faraônicas, como a Transamazônica e os conjuntos residenciais.

Pijama

Todas as ameaças à democracia brasileira atual têm partido de oficiais de pijama, frustrados pela falta de poder e sem ter o que fazer. São muito comuns viralizar nas mídias sociais vídeos e áudios de oficiais aposentados insinuando que a caserna está em polvorosa e se articulando contra a democracia. O mais recente deles foi um tal de comandante Paulo, militar da reserva, que, segundo O Antagonista, em vídeo espalhado nas redes sociais teria prometido, para o último fim de semana, invadir Brasília liderando um comboio de 300 caminhões para uma manifestação contra o Supremo Tribunal Federal, que trata por “aquela casa maldita”.

Tudo balela. Não apareceu um caminhão sequer em Brasília, a não ser o de rotina, transportando cargas. Questionado pelo O Antagonista sobre o nada acontecido, o comandante Paulo respondeu, segundo o próprio portal: “Eu não vou ter muitas informações porque o autor do comboio, o comandante do comboio, está debilitado. Ele pegou Covid 19, estava na UTI, e eu estou aguardando ele me dá o retorno sobre isso. Ele é quem está no comando desta operação e eu apenas divulguei para ele.

Bons militares

Nada disso significa que todo militar da reserva sonha com ditadura. Absoluramente!

A grande maioria, com toda a certeza não comunga desse ennsamento retrogado. Estes vivem o seu novo período de vida com a certeza do dever cumprido e respeitosos à Constituição e ao estado democrático de direito.

 

Wellington Farias

PB Agora

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