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Opinião: Aquecendo os motores para as eleições de 2022!

No ano de 2022, o ponteiro do relógio eleitoral aponta para o dia 2 de outubro, domingo, dia do primeiro turno das eleições maiores do país, onde se encaixa também as eleições presidenciais. É sobre a eleição presidencial que quero me focar nesse artigo. Desde que não apareça outra novidade de nomes, os três mais importantes até então que já mexem com o tabuleiro político nacional são: Lula da Silva, Jair Bolsonaro e Sérgio Moro.

Ciro Gomes, segundo as últimas pesquisas, está em quarto lugar, se não se move em sentido de números, vai caindo no ostracismo. Lula, segundo as pesquisas de opinião, chega até a ganhar no primeiro turno, o que faz muitos analistas políticos ficarem no assombro, pois, onde Bolsonaro vai, é ovacionado.

Lula, até agora, não pôs a cabeça para fora da janela, para provar a autenticidade das pesquisas com a reação do povo nas ruas. Então, ficamos naquela incógnita de: “Pode ser ou não pode ser”, verdadeiras essas pesquisas que lhe dão tanta vantagem. Sérgio Moro esquenta seus motores procurando invadir tanto os redutos eleitorais de Lula, como o de Jair Bolsonaro a procura de causar prejuízo a esses dois nas urnas. Até agora, Moro, não conseguiu sucesso, porém, tempo não lhe falta.

Moro traz bom físico e boa saúde. O tema do seu discurso e o seu tom de voz, é que não lhe ajuda muito até agora. Ele tenta fazer das vitórias de um passado recente conturbado, a sua estrada para o êxito nas urnas. Os seus concorrentes, no entanto, têm munições poderosas para fazê-lo cair em campo de batalha. Basta ver a sua drástica recepção no Aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa, Paraíba, nesta primeira semana de janeiro, e a falta de lideranças fortes que não compareceram às suas reuniões nos quatro dias que esteve na Paraíba.

Jair Bolsonaro, se falar menos e agir mais, através de sua equipe de campanha e governo, tem tudo para sair da masmorra e levantar altos voos que venham a deixar seus adversários a verem navios, basta para isto: usar com sabedoria os meios que tem em suas mãos. Bolsonaro fala a linguagem do povo com mais propriedade que Lula, pois, ele é claro e direto. Até então se expressa através da verdade. Esse é um modo novo de linguagem política ao qual grande parte da população brasileira não estava acostumada. Os R$ 400 mensais que está sendo entregue a quase 20 milhões de brasileiros, com certeza, fará alguma diferença em meio ao eleitorado, principalmente ao nordestino do interior do país, onde Lula tem uma boa recepção impulsionado por governadores de esquerda.

Na verdade, os motores políticos de 2022 já começam a ser aquecidos. Entre março e abril teremos um quadro mais nítido de quão fortes estão os candidatos ao Planalto, pois, nessa data se dará as desincompatibilizações e os partidos políticos já estarão totalmente definidos quanto ao apoio presidencial. Será uma eleição presidencial emocionante onde Moro procurará criar seu próprio caminho. Bolsonaro tentará convencer o eleitorado de que é o homem ideal para continuar dirigindo essa grande nação, fazendo ver e convencer os eleitores de que a pandemia, dura estiagem em várias partes do país, e o desequilíbrio na economia global, não o permitiram cumprir cabalmente sua agenda de governo. Lula, terá de convencer o eleitorado de que tudo o que passou de desastroso nos 13 anos de PT no poder foi pura farsa e desastre criado por seus inimigos, e como prova disso o próprio STF o tirou da prisão. O complicado será explicar ao eleitor brasileiro de que, no momento, encontra-se em liberdade, porém, não inocentado pela justiça.

Será uma eleição eletrizante e emocionante, onde devemos manter o equilíbrio de nossas emoções e corações. Finalmente o povo não está decidido a esperar tantas desculpas dos candidatos, mas aguarda ações para derrotar as desigualdades, abrindo oportunidades para as gentes e, de uma vez por todas, zerar essa fome e necessidades extremas em um país riquíssimo que alimenta a 1 bilhão de pessoas no mundo, porém, que vê grande parte de sua população de duzentos e vinte milhões de habitantes irem dormir de barriga vazia.

Elcio Nunes
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