Por Eliabe Castor

As lágrimas escorrem no rosto de cada paraibano. Dor, pranto e desespero estão juntos, como gêmeos xifópagos. Unidos, sofrem em um só corpo a tragédia da pandemia causada pelo novo coronavírus.

O grito surdo de horror ecoa no coração dos que observam que nossa pequenina Paraíba não é a guardiã do portal da vida, infelizmente. Ao contrário, há um ano, contabilizado nesta quinta-feira (18), um senhor de 60 anos foi o primeiro contagiado por essa doença nefasta que se espalhou em todo o globo terrestre, atendendo pelo nome mortal de Covid-19.

As batalhas aplicadas no teatro da guerra contra esse “Mal do Século”, não a do escritor, ensaísta, diplomata e político francês François-René de Chateaubria que se imortalizou pela sua magnífica obra literária de caráter pré-romântico. As batalhas são pela vida, não por e pelas letras.

O “Mal do Século” ao qual me refiro está mais próximo da Peste Negra e Gripe Espanhola, pandemias que consumiram milhões de vidas nos chamados Velho e Novo Mundo, respectivamente.

E hoje, apesar de todos os avanços tecnológicos da ciência, só agora a Mãe Terra começa a esboçar reações; e a Paraíba consta em tal cenário. A “Queda da Bastilha” é fundamental para o enfrentamento da crise; crise esse que o governo federal negligenciou de forma simples e vil ao longo de 2020 e agora ensaia uma “dança da chuva” para que pingos de vacina cheguem, mesmo tardiamente, ao Brasil. Tudo em nome de um projeto eleitoreiro.

Governadores e prefeitos

Importante lembrar o papel dos governadores e prefeitos do país voltados a minorar o avanço da Covid-19 no país, que hoje detém a medalha mundial da Nação com maior número de casos de pessoas infectadas pela enfermidade.

Mesmo com todo o empenho, por exemplo, do governador João Azevêdo (Cidadania), o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros e inúmeros gestores municipais, a Paraíba está em bandeira vermelha e seus leitos, das enfermarias às UTIs, sejam elas particulares ou privadas, podem entrar em colapso a qualquer momento se nada for feito, daí a importância dos decretos emitidos nas esferas municipal e estadual para tentar estancar o avanço desse inimigo invisível e extremamente letal.

O povo tem que contribuir

Eu falei em decretos, medidas restritivas e similares. As autoridades sanitárias vêm realizando o seu papel, mas boa parte da sociedade ainda não percebeu que estamos vivenciando uma verdadeira “Batalha do Armagedom”.

Muitos ainda irão morrer vítimas das suas próprias extravagâncias e negacionismo, ou contaminarão outros tantos e, claro, retirarão a vida de pessoas precavidas pela simples negligência de terceiros. Pessoas irresponsáveis o que considero como criminosos. Informação há. Precauções, idem, então está na mente dos que buscam disseminar de forma consciente ou não a maldade, o pranto, a morte.

Números

E aqui encerro com números nada atraentes. Mais de 5 mil mortes registradas no Estado em decorrência do vírus devastador desde o primeiro caso registrado em nossas plagas.

Em linhas gerais, a Paraíba completa um ano de pandemia com 241.592 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgadas na quarta-feira (17).

O número de mortes confirmadas por Covid-19 subiu para 5.080 no estado desde o início da pandemia. São 1.194 novos casos e mais 44 mortes na última atualização. Todos os 223 municípios paraibanos registraram casos da doença e 209 cidades detectaram óbitos.

Por Eliabe Castor

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