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Operação desarticula grupo que desviou mais de R$ 25 milhões do IPM-JP

 Polícia nas ruas da Paraíba. Uma mega operação desarticulou um grupo que desviou mais de R$ 25 milhões do IPM de João Pessoa.

A operação ‘Parcela Débito’ foi deflagrada no início da manhã desta quinta-feira (24) pelo Ministério Público da Paraíba, por intermédio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), em parceria com as Polícias Civil e Militar. A operação  tem como objetivo apurar irregularidades na folha de pagamento do Instituto de Previdência do Município de João Pessoa (IPM), envolvendo recursos no montante de R$ 25 milhões.

Estão sendo cumpridos na operação 22 mandados de busca e apreensão, 20 mandados de prisão e 16 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para depor, expedidos pela 6ª Vara Criminal de João Pessoa. Todos os mandados estão sendo cumpridos no município de João Pessoa. Levantamentos realizados pelo Gaeco e pela Controladoria-Geral de João Pessoa apontaram que os investigados fraudavam a folha de pagamento do IPM de várias fomas.

De acordo com o Gaeco, a organização criminosa concedia gratificações irregulares para aposentados da prefeitura, mas os valores eram desviados para contas da quadrilha. Os suspeitos também mantinham irregularmente pensionistas e servidores fantasmas na folha de pagamento para ficar com as aposentadorias e salários que não deveriam ter sido concedidos.

As investigações realizadas pelo GAECO e pela Controladoria-Geral do Município de João Pessoa apontam que os investigados fraudavam a folha de pagamento do IPM. De acordo com as autoridades, os envolvidos inseriam gratificações irregulares nas fichas financeiras sem que os valores fossem creditados nas contas dos aposentados ou pensionistas, sendo creditados nas contas de um determinado grupo de pessoas; aumentavam irregularmente gratificações de aposentados para que os valores fossem repassados a terceiros; mantinham irregularmente pensionistas na folha de pagamento acima da idade-limite, visando a que os valores fossem desviados, entre outras.

Os primeiros sinais de irregularidades na folha de pagamento do IPM foram detectados quando da Operação Pão e Circo, deflagrada em 2012, ocasião em que foram apreendidos, na residência de um dos alvos, contracheques de servidores e de pensionistas, cartões bancários em nome de servidores e documentos que comprovaram a utilização de cheques de aposentados e pensionistas do IPM.

Segundo o Ministério Público, à época da Pão e Circo, houve registro de uso dos cheques dos aposentados e pensionistas do IPM para o custeio de despesas pessoais do investigado, inclusive para pagamento das chaves de um apartamento de um dos suspeitos no Bessa, em João Pessoa, sinalizando que as irregularidades vinham sendo praticadas há vários anos.

 

Para dar mais detalhes da operação, uma coletiva de imprensa será realizada às 10h, na sede da Procuradoria Geral de Justiça, em João Pessoa.

 

DATA: 24/08/2017

HORA: 10h

LOCAL: sede da Procuradoria Geral de Justiça, em João Pessoa.

 

Redação

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