Foto: Marcos Corrêa/PR
Certa vez, uma filósofa brasileira disse profeticamente: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”. O Brasil está em um teatro político cujo resultado, necessariamente, vai prejudicar todos nós. Vejamos:
Alguém tem alguma dúvida de que Moraes decidiu condenar Bolsonaro antes mesmo de qualquer processo? As decisões de Moraes são notadamente agressivas e até cautelares ultrapassam o razoável e violam princípios fundamentais. Tem uma questão de inimizade pessoal em jogo.
Todo mundo também sabe que Moraes está calculando a melhor oportunidade e motivo para uma prisão de Bolsonaro. Trump está no jogo e uma decisão mal calculada pode elevar ainda mais as tensões. O processo é muito mais político que jurídico.
Bolsonaro não é uma mera vítima na questão da ação de Eduardo nos EUA. Seu filho está pressionando por severas punições econômicas ao Brasil em prol de anistia para seu pai. E o próprio Bolsonaro apoia a atitude a ponto de ter agradecido publicamente as sanções de Trump. Existem normas legais claramente violadas, como coação do curso do processo (art. 344, CP).
A tendência é a crise escalonar. Em Bolsonaro sendo preso, Trump pode sancionar ainda mais. Por sua vez, Moraes não tem limites nenhum e a tendência é dobrar a aposta com mais punições. Em um caso extremo, o Brasil pode se tornar um país amplamente taxado e cerceado pelos EUA.
A verdade é que nessa crise “vai todo mundo perder”. No teatro brasileiro, um dissimula um processo eivado de parcialidade, outro se coloca como uma mera vítima perseguida. E quem paga a conta? A sociedade que se torna mais polarizada, enquanto a economia piora prejudicando a classe média e os mais pobres.
Anderson Paz
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