(FILES) Venezuelan opposition leader Maria Corina Machado holds a Venezuelan national flag as she gestures from atop a truck during a demonstration to protest over the presidential election results, in Caracas on August 3, 2024. Venezuela opposition leader Maria Corina Machado wins the 2025 Nobel Peace Prize, the Norwegian Nobel Committee announced on October 10, 2025. (Photo by Juan BARRETO / AFP)
Donald Trump, em seu jeito peculiar de dizer o que pensa e o que quer, nunca escondeu o desejo de conquistar o reconhecimento mundial como homem de paz. Creio, portanto, que esperava ver o Nobel da Paz de 2025 cair em suas mãos.
Mas o prêmio acabou indo para María Corina, uma guerreira incansável pela estabilização da paz e da democracia na Venezuela.
Se olharmos pelo prisma do alcance geopolítico, Trump até poderia merecer mais que ela; contudo, quem decide é o comitê de Oslo (Noruega), e ele resolveu conceder o reconhecimento a María Corina.
Lembrei-me de Barack Obama, que, no início de seu governo, em 2009, foi agraciado com o mesmo prêmio tendo apenas nove meses de mandato na Casa Branca. Confesso que me espantei à época e achei uma decisão precipitada.
Logo depois, Obama teve de lidar com conflitos externos que ofuscaram o brilho do prêmio. Vi como seus opositores (e até admiradores) torceram para que ele não se envolvesse em novas pelejas. Mas a verdade é que a América sempre tem conflitos nas mãos para resolver — e o mesmo se daria com Donald Trump nesse início de governo.
Trump, certamente, ficará com o gosto desse prêmio na boca, talvez esperando que, mais adiante, ele venha massagear o ego de suas vaidades.
O presidente russo, Vladimir Putin, expressou sua decepção com a forma como o Nobel vem sendo concedido nos últimos anos. Segundo ele, o prêmio tem se descaracterizado e perdido o brilho — e, confesso, tento fazer das palavras dele as minhas. Em outras palavras, é um prêmio em decadência.
A guerreira María Corina, com sabedoria, dedicou o prêmio ao povo sofrido da Venezuela e ao presidente Donald Trump.
Creio que, com esse gesto, ela espera que Trump vá além do discurso e das promessas, tomando uma atitude firme contra a ditadura insensata e diabólica de Maduro naquele país latino.
Deixemos, pois, as vaidades de lado.
Que os prêmios e as condecorações cheguem às mãos daqueles que realmente os merecem — e que encontrem eco no coração do povo como algo digno e verdadeiro.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
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