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Nova cobertura do Teatro Santa Roza está pronta; reforma segue em outros setores

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 Com previsão de entrega entre os meses de abril e maio, o Teatro Santa Roza já tem mais de 70% da obra de restauração e recuperação do prédio concluída. Todo o teto foi substituído, desde as telhas ao madeiramento.

A cobertura também foi reforçada com a colocação de grampos entre as telhas para evitar que elas se afastem com a trepidação do solo. Inicialmente orçada em R$ 732 mil, a obra hoje é calculada em R$ 950 mil após um aditivo.

“Nós estamos nos esforçando para concluir o mais rápido possível”, disse a engenheira responsável, Ângela Souza.

De acordo com a engenheira, já neste mês de fevereiro o setor administrativo será entregue. A primeira etapa da obra, que compreende a parte de construção civil, deve ser concluída em março. “O que mais está estendendo o prazo é a recuperação do madeiramento na parte interna do teatro, que compreende o piso do salão e dos camarotes, selamento, recuperação de forros. É um trabalho muito específico que também exige mão de obra específica”.

Hall, banheiros, pintura externa, que fazem parte da primeira etapa, já estão praticamente concluídos. Na segunda fase entram os serviços de bombeiros, ar condicionado, climatização, pavimentação, iluminação técnica, que fazem parte da segunda licitação para a obra, ocorrida na segunda-feira (3).

Vinte funcionários, entre pedreiros, carpinteiros e eletricistas, trabalham na reforma, que é supervisionada pela Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan). Serviços de calhamento, desobstrução das redes pluviais, recuperação do esgotamento sanitário e hidráulico, pavimentação, madeiramento e alvenaria já foram concluídos.

De acordo com o diretor do teatro, Max Belo, importantes intervenções já podem ser observadas na área externa. O piso de pedra foi substituído por outro idêntico, mantendo o aspecto original. A fonte já foi reformada. Além de impermeabilizada, ela ganhou novo sistema hidráulico e terá a iluminação trocada para voltar a funcionar. A escola de dança é um dos setores que também avança rapidamente.

Na área interna, o madeiramento, que inclui portas, respaldos, janelas, revestimentos e piso, já se encontra em estágio avançado. Todo o mármore do hall foi polido e as pedras que faltavam nas soleiras das portas foram repostas. O serviço dos banheiros também está adiantado. Foram trocados os vasos sanitários, que agora passam a ser do tipo caixas acopladas, que proporcionam maior economia de água. As torneiras também foram trocadas com essa finalidade.

As árvores foram podadas para evitar que as folhas entupam as calhas. As telhas que cobrem o palco e plateia foram substituídas por uma semelhante à original, seguindo exigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep). São telhas tipo canal, com uma amarração mais resistente a chuvas, que protegerão melhor o patrimônio arquitetônico.

Patrimônio – Com quase 125 anos de história, o Teatro Santa Roza é o mais antigo da Paraíba e o quinto do País. “Além de ser um patrimônio histórico de valor incalculável, o Teatro Santa Roza é um dos mais belos do país, juntamente com os teatros Santa Isabel, em Recife, São Pedro, em Porto Alegre e Municipal no Rio. Ao investir na restauração deste equipamento, mais uma vez, o governador Ricardo Coutinho demonstra que o seu compromisso com a cultura não é apenas um discurso. O resultado é inquestionável”, disse o presidente da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), Lau Siqueira.

A necessidade justificou a priorização das reformas. A degradação dos equipamentos culturais, devido ao tempo, oferecia risco ao público e aos artistas. “Hoje as pessoas começam a perceber que valeu a pena e que foi importante priorizar as reformas. Este ano de 2014 é um marco na história cultural da Paraíba. A recuperação do Espaço Cultural, a construção do Teatro do Centro de Convenções, a reforma e ampliação do Teatro Íracles Pires, em Cajazeiras, que passará a ser o maior teatro do interior nordestino, e a restauração do Cine São José já são uma realidade. Estas ações resultam de uma decisão estratégica para o desenvolvimento cultural do Estado. Os artistas e produtores culturais e o povo paraibano estão de parabéns”, concluiu o presidente da Funesc.

Secom/PB

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