Por pbagora.com.br
A health worker manipulates a dose of the Coronavac vaccine at a drive through vaccination center at the Sambodrome Rio Carnival venue, in Rio de Janeiro, Brazil, on February 6, 2021. – Brazil’s regulators gave conditional approval for Sinovac Biotech Ltdís shot, CoronaVac, clearing the way for general use. Elderly and at risk members of the population have been given priority. (Photo by CARL DE SOUZA / AFP)

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) se comprometeu a priorizar as pessoas que precisam tomar a segunda dose da CoronaVac nos próximos lotes que receber. A imunização deve ser retomada, no máximo, em 24 horas após o recebimento do próximo lote e deverá haver divisão por dias e locais de acordo com a idade, para evitar outras aglomerações, além do incremento do número de locais de imunização. Essas medidas foram acordadas durante audiência promovida pelos três ramos do Ministério Público na Paraíba (Estadual, Federal e do Trabalho) nesta quarta-feira (14) com representantes da PMJP.

A audiência foi conduzida pelos promotores de Justiça Jovana Tabosa (da Saúde de João Pessoa), Raniere Dantas (coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Saúde) e Liana Carvalho (coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Cidadania e Direitos Humanos); dos procuradores da República Janaína Andrade de Sousa e José Guilherme Ferraz; e pelos procuradores do Trabalho Andressa Lucena Coutinho e Carlos Eduardo Azevedo. Participaram o prefeito em exercício da Capital, Léo Bezerra; o secretário de Saúde, Fábio Rocha; o procurador-geral do Município, Bruno Nóbrega; a diretora de Vigilância em Saúde, Aline Grisi; e a auditoria do Tribunal de Contas do Estado e coordenadora do GT Covid, do Fórum Paraibano de Combate à Corrupção (Focco), Christianne Mariz.

Os membros do Ministério Público ressaltaram que a suspensão da vacinação bem como as cenas de aglomeração de idosos vistas esta semana evidenciam a falta de planejamento do Município. Eles destacaram ainda que houve a priorização de quem estava tomando a primeira dose da CoronaVac em detrimento de quem precisava da segunda.

Os representantes da PMJP reconheceram que houve falhas e explicaram que ocorreu uma demanda maior que o previsto pela segunda dose da Coronavac. Eles informaram ainda que houve atraso do suprimento do insumo farmacêutico ativo (IFA), o que paralisou a produção da CoronaVac pelo Instituto Butantan e que mais de 21 mil pessoas de outros municípios tomaram a primeira dose em João Pessoa. De acordo com os representantes, o município não possui CoronaVac em estoque, mas utilizará 100% dos próximos lotes para a segunda dose até zerar a fila de espera.

Mais medidas acordadas

-A vacinação da primeira dose também será retomada para pessoas com 55 anos ou mais com comorbidades e trabalhadores de saúde, porém só será utilizada a vacina Oxford/Astrazeneca, que ainda tem em estoque na PMJP.

-Acatando sugestão do Ministério Público, a prefeitura passará a exigir o título de eleitor como certificação de residência para quem for tomar a primeira dose, podendo ser complementado com outros documentos, como comprovante de residência.

-O Município tem 48 horas para informar ao Ministério Público as correções realizadas no aplicativo Vacina JP.

-A prefeitura vai melhorar a forma de divulgação nas mídias sociais e nos locais de vacinação, para que a população seja suficientemente esclarecida sobre a quantidade de doses disponíveis e locais.

 

Da Redação com Assessoria

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