A família de Wellington da Costa de 42 anos, operador de máquinas do navio Itaperuna, que se chocou contra rochas em Cingapura, no último sábado (20), disse estar aflita com a falta de informações sobre o acidente.
Em entrevista à TV Cabo Branco, o irmão de Wellington, Wilton da Costa, explicou que devido à aflição, a própria família se mobilizou para encontrar informações sobre a situação do navio e do paraibano. A embarcação acidentada é da empresa Transpetro, subsidiária da Petrobrás para transporte de petróleo e derivados.
De acordo com Wilton, as poucas informações vindas através do próprio irmão deixou a família aflita em João Pessoa. Segundo ele, seu irmão foi avisado pelo serviço social da empresa sobre o acidente envolvendo o barco que tripulava. “Nós não sabemos a proporção deste acidente porque as informações não foram tão precisas. Através dessas poucas informações, a família começou a se mobilizar para adquirir mais informações a respeitos desses tripulantes, principalmente ao meu irmão que encontra-se lá neste acidente”, comentou. Wellington da Costa trabalha como operador de máquina há quase um ano no navio Itaperuna.
O irmão de um dos paraibanos tripulantes do Itaperuna ressalta ainda que as informações relacionadas a acidentes no navio não são passadas em tempo hábil para os familiares da tripulação. “Muitas vezes as informações, que deveriam chegar aos familiares diante de uma tragédia, não chegam como deveriam ser. E com isso nós nos sentimos fragilizados. Precisamos das informações para poder trabalhar a parte emocional da família, confortá-la conforme as informações”, avaliou.
Segundo a Transpetro, o navio Itaperuna se chocou contra um banco de recifes de corais no momento em que fazia uma manobra no Estreito de Cingapura para retornar ao Brasil. De acordo com a assessoria da empresa, todos os 29 tripulantes estão bem. Os outros paraibanos que estavam à bordo não tiveram seus nomes divulgados pela empresa por medida de proteção aos familiares.
Ainda conforme a Transpetro, a embarcação não está carregada com petróleo ou derivados e que os tripulantes não sofreram ferimentos. Equipes especializadas foram acionadas para rebocar o navio e garantir o retorno tranquilo dos tripulantes.
G1
