Na Paraíba: mulher desacompanhada poderá ter assento exclusivo em ônibus para evitar assédio

Comissão da Mulher aprova projeto que garante assentos exclusivos para mulheres desacompanhadas em ônibus intermunicipais

A disposição de assentos apenas para mulheres que viajam desacompanhadas em ônibus intermunicipais pode se tornar uma realidade aqui na Paraíba. A proposta, de autoria do deputado Júnior Araújo, foi aprovada por unanimidade pela Comissão de Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), na manhã desta quarta-feira (27).

Na impossibilidade de acomodação de mulheres desacompanhadas em poltronas localizadas ao lado de outra mulher no ato da aquisição da passagem, durante o embarque ou ao longo da viagem, a empresa deve mediar a mudança de poltrona de outro passageiro. A iniciativa tem como finalidade prevenir abuso e violência sexual contra mulheres no interior de transportes coletivos intermunicipais, principalmente em viagens de longa duração.

“Ressalvados os méritos dessa legislação, é inevitável não lamentar que ações como as que estão sendo propostas ainda precisem ser adotadas para evitar condutas que já deveriam ter sido completamente extintas. É inadmissível que qualquer homem ainda acredite que tem o direito de violar o corpo de uma mulher, tocá-la sem seu consentimento ou praticar qualquer outro ato libidinoso contra sua vontade”, alertou o deputado Júnior Araújo, em seu projeto de lei.

Outra iniciativa aprovada pela Comissão propõe atendimento pedagógico com atividades remotas para estudantes em período de amamentação. O Projeto de Lei 753/2023, de autoria do deputado Romualdo, pretende oferecer condições adequadas para que as estudantes permaneçam estudando após o nascimento dos filhos.

As parlamentares aprovaram, ainda, o Projeto de Lei 707/2023, que propõe a Política Estadual de qualificação técnica e profissional na Paraíba e dá preferência de vagas às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. “Este Projeto de Lei visa à formação técnica das mulheres vítimas de violência doméstica em todas as áreas profissionais que compõem o mercado de trabalho, conforme a e viabilização do pleno acesso, com qualidade profissional, inclusão social, autonomia e independência econômica. Elas necessitam ter condições efetivas de trabalho e a qualificação profissional é o caminho para essa conquista”, defenda a deputada Danielle do Vale, autora da proposta.

Agora, os projetos seguem para votação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Casa e do Plenário. Participaram da reunião as deputadas Francisca Motta, Dra Paula e Silvia Benjamin, além de Danielle do Vale, presidente da Comissão.

Últimas notícias

Sem citar nomes, Veneziano demonstra preferência para que candidato a vice na chapa de Cícero Lucena seja de CG

O senador e presidente do MDB na Paraíba, Veneziano vital do Rêgo, cravou sua preferência…

29 de janeiro de 2026

Prefeito de Campina Grande nega pressão para apoiar pré-candidatura de Cícero Lucena ao Governo

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, negou nesta quinta-feira (29), estar sofrendo qualquer…

29 de janeiro de 2026

“Figurões” da política planejam retorno ao cenário nas eleições de 2026

Em ano eleitoral, alguns políticos de nomes históricos e polêmicos que já obtiveram vitórias nas…

29 de janeiro de 2026

Cabo Gilberto revela que vai tratar de pautas do Nordeste e estratégias da oposição durante visita a Bolsonaro

O deputado federal paraibano Cabo Gilberto Silva (PL), líder da bancada de oposição na Câmara…

29 de janeiro de 2026

Interessados têm até esta sexta-feira para solicitar permissão de instalação de camarotes da Via Folia, em JP

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), publicou no Diário…

29 de janeiro de 2026

Inmet amplia alerta de chuvas intensas para 50 cidades do Sertão da Paraíba

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ampliou o alerta de chuvas intensas para 50 municípios…

29 de janeiro de 2026