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Mulher vítima de acidente com elevador em condomínio construído pelo Grupo Guedes Pereira fica paraplégica

O que era para ser um deslocamento rotineiro terminou em tragédia para uma moradora do bairro do Altiplano, em João Pessoa. A mulher de 36 anos ficou paraplégica após um acidente com um elevador no condomínio Reserve Altiplano 1, construído pelo Grupo Guedes Pereira, do mesmo grupo da Setai.

A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (14) pelo diretor do Hospital de Trauma da capital, Laécio Bragante, onde ela segue internada.

“Apesar da solicitação de transferência, já tem programação cirúrgica para estabilização da coluna da paciente. Quando há um trauma desse, é preciso fazer a estabilidade nas vértebras para não haver dano adicional à medula. Essa cirurgia é feita colocando placas laterais para a coluna ficar estável, alinhando pelo menos três vértebras”, afirmou o diretor em entrevista ao G1.

O caso aconteceu quando o elevador do prédio apresentou uma falha e caiu enquanto a vítima estava acompanhada dos dois filhos pequenos. As crianças tiveram ferimentos leves, foram atendidas e liberadas.

Condomínio já havia acionado a construtora na justiça

A queda do elevador não parece ter sido um fato isolado. O condomínio já movia uma ação judicial contra a construtora GGP por falhas estruturais recorrentes nos equipamentos.

Relatos no processo indicam problemas graves desde a entrega do prédio, em setembro de 2023. Entre os incidentes citados já havia ocorrido um incêndio no fosso de um dos blocos, quedas abruptas anteriores em outras torres, travamentos e falhas constantes nos sistemas de segurança. Um laudo técnico já havia sugerido a substituição total dos elevadores.

    Em nota, a construtora GGP afirmou que a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos é integralmente do condomínio após a entrega e uso pelos moradores. A empresa disse estar à disposição das autoridades, mas não comentou especificamente sobre as denúncias de vícios estruturais citadas no processo judicial.

    PB Agora

    O caso reacendeu discussões sobre as condições estruturais do condomínio. Informações já divulgadas anteriormente apontam que moradores vinham relatando problemas frequentes nos elevadores do residencial, incluindo falhas no funcionamento e interrupções.

    A construtora responsável pelo empreendimento informou que a manutenção dos equipamentos é de responsabilidade do condomínio após a entrega do prédio e disse que está colaborando com as investigações.

    As causas do acidente seguem sendo apuradas.

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