A mulher identificada como Ednalva Araújo, de 57 anos, morreu no sábado (22), após passar 16 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Ela havia sido atropelada no dia 6 de agosto, durante um acidente envolvendo um caminhão, um carro e uma motocicleta na Avenida Tancredo Neves, no bairro de Manaíra.
Ednalva e uma criança foram atingidas pelo caminhão depois que os dois pedestres sinalizaram que iriam atravessar a avenida. Segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano (BPTran), um carro e uma motocicleta reduziram a velocidade para permitir a passagem, mas o caminhão, que estava carregado com entulho, não conseguiu parar.
Com o impacto, os dois veículos foram atingidos e o caminhão atropelou Ednalva e a criança. As vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital de Trauma.
A criança sofreu uma fratura em um dos membros e permaneceu internada até o dia 11 de agosto, quando foi transferida para um hospital particular da capital a pedido da família.
O motorista do caminhão se apresentou à Polícia Civil no dia 10 de agosto e admitiu que não possuía habilitação para conduzir o veículo.
Segundo o delegado responsável pela investigação, o condutor afirmou que um carro que seguia à frente freou bruscamente. Ele teria tentado frear o caminhão, mas não conseguiu evitar a colisão.
O motorista também confirmou que deixou o local após o acidente. Segundo o depoimento, ele teria saído por medo de ser agredido diante do tumulto provocado pela ocorrência.
Ele afirmou ainda que estava acompanhado de um ajudante e que pediu para que o funcionário acionasse o Samu e providenciasse o atendimento às vítimas.
O proprietário do caminhão também foi ouvido pela Polícia Civil e declarou que não sabia que o motorista não tinha habilitação para conduzir o veículo. Os dois foram liberados após prestarem depoimento.
PB Agora
