Deputado Jeová Campos, autor da propositura, pediu durante sessão desta quarta-feira (29), para PL ser retirado de pauta para ser mais amplamente debatido
O deputado estadual, Jeová Campos (PSB), pediu para ser retirada de pauta, durante sessão na ALPB, na manhã desta quarta-feira (29), a votação do Projeto de Lei Nº 67/2015, de sua autoria, que acrescenta o nome do escritor paraibano Ariano Suassuna ao Palácio da Redenção. A iniciativa tem o objetivo de realizar um debate mais aprofundado sobre a proposta. O intelectual Ariano Vilar Suassuna nasceu no Palácio, atual sede do poder Executivo estadual, no dia 16 de junho de 1927, e faleceu em julho do ano passado.
Antes da solicitação da apreciação da matéria, durante o pequeno expediente, Jeová fez a defesa de sua iniciativa. “Não estamos querendo mudar a história da Paraíba, nem ao menos mudar o nome do Palácio, apenas acrescentar o nome de Ariano e com isso fazer uma justa homenagem a esse grande paraibano que é reconhecido mundialmente pelo conjunto de sua obra, cujo principal enfoque, é o sofrimento e a saga do povo nordestino, que nasceu num palácio, mas nunca se escastelou, e foi porta voz dos mais humildes, através de sua obra”, destacou o parlamentar ao justificar sua inmiciativa.
Contudo, diante da dúvida de alguns parlamentares em se posicionarem sobre a matéria e da solicitação dos deputados, a exemplo de Frei Anastácio e Renato Gadelha, sobre a necessidade de debater mais o assunto, o parlamentar reiterou da Tribuna a sua intenção com a homenagem e, em seguida, solicitou a sua retirada de pauta. “Volto a reafirmar que não estou aqui propondo uma mudança na história da Paraíba, esse não é o foco, nem objetivo de nosso projeto, que tem o propósito de fazer um reconhecimento justo, através desta homenagem, deste ilustre paraibano que nasceu no Palácio e nunca se distanciou de suas raízes regionais e que é de fato um orgulho não apenas para a Paraíba, para o Brasil, mas para o mundo”, afirmou Jeová, nominando grandes obras de Ariano, onde o povo humilde, o nordestino era sempre o principal personagem.
“Retiro o projeto da pauta com a garantia da mesa desta Casa de que faremos um debate mais maduro, mais amplo e democrático, com a participação da sociedade”, destacou o parlamentar. “Ariano foi um homem ímpar na história do país. Com um talento imenso, ele defendeu o Nordeste em tudo que produziu ao longo de sua vida. Sua obra conta, com humor e uma estética que lhe é peculiar, o sofrimento do sertanejo, a seca, a fé cristã e o aproveitamento de uma classe política de meia dúzia de coronéis que dominava os mais fracos. Devemos sim, elogiar e aclamar seu nome. Nada mais merecido do que essa homenagem acrescentando ao já conhecido Palácio da Redenção o nome de Ariano Suassuna”, justificou Jeová, que reiterou sua defesa na aprovação do PL em sessão posterior.
Sobre Ariano
Ariano faleceu no dia 23 de julho de 2014, aos 87 anos, em Recife. O escritor nasceu na Cidade da Paraíba, atual João Pessoa, no dia 16 de junho de 1927. Filho de Cássia Vilar e João Suassuna, presidente do estado (cargo que a partir da Constituição de 1937 passou a ser denominado “governador”), Ariano nasceu nas dependências do Palácio da Redenção, sede do Executivo paraibano. “O fato de ele ter nascido no Palácio, por si só, já mereceria a homenagem que fica ainda mais justa quando computamos o conjunto da obra deste grande paraibano”, finaliza Jeová.
Redação com News Comunicação
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